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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Presentes em residências, escritórios e estabelecimentos comerciais, as lâmpadas de LED ganharam espaço por oferecerem economia de energia e maior eficiência na iluminação.
Mas o uso inadequado, especialmente das versões de luz branca fria, pode causar desconforto visual e prejudicar o bem-estar, como informa a professora de arquitetura e urbanismo da Unama, Tatiana Medeiros.
“Iluminação em LED não deve ser analisada apenas como eficiência energética, mas como o sistema de conforto ambiental. A escolha entre luz fria e quente envolve fatores fisiológicos, psicológicos e funcionais”, ensina a docente.
Ainda conforme Tatiana, “a recomendação é especificar a iluminação de forma estratégica, considerando o uso da ergonomia visual e qualidade de vida do usuário e não apenas a disponibilidade de mercado”.
Existem três principais tonalidades de LED: branco frio, neutro e quente.
Cada uma delas é indicada para diferentes ambientes e necessidades, devendo ser escolhida também com base no conforto ocular.
A especialista ressalta que tipos de luz fria favorecem a concentração e costumam ser utilizadas em ambientes de trabalho.
“Muitas pessoas compram luz fria não por escolha consciente de conforto, mas por disponibilidade e percepção de melhor iluminação. Para ambientes residenciais, especialmente para o conforto visual, o LED branco quente, de 2700K a 3000K, é o mais indicado por ter menor componente de luz azul e reduz a fadiga ocular, menor estímulo neurológico, favorece o relaxamento e mais próximo da iluminação natural ao entardecer”, detalhou Tatiana.
Já a luz quente proporciona sensação de relaxamento e é mais recomendada para quartos e áreas de descanso.
Muitas pessoas optam pela luz branca fria por ser a mais encontrada no mercado, sem considerar os impactos para a saúde visual.
O excesso de claridade de luz azul pode provocar fadiga ocular e interferir no ciclo biológico do sono.
A orientação dos especialistas é escolher a tonalidade de iluminação adequada para cada ambiente e evitar o excesso de luz azul em espaços destinados para o descanso.
*com informações da agência brasil
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