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Brasil
Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, ao chegar à cidade francesa de Évian, onde participa da Cúpula do G7, fórum que reúne algumas das maiores economias do mundo.
Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).
Também foram discutidos o fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, além do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.
Durante o encontro, Lula relembrou ainda a criação da Unitaid, iniciativa lançada em 2006 para ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.
No encontro com Parmelin, realizado antes da chegada à França, o foco das discussões foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.
Segundo o Palácio do Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio representa uma oportunidade para ampliar o comércio em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo.
A EFTA reúne países europeus que não integram a União Europeia: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Entre os encaminhamentos definidos pelos dois presidentes está a ampliação da cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.
Parmelin também elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.
Lula participa da Cúpula do G7 como convidado entre os dias 15 e 17 de junho.
O grupo é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.
Durante o encontro, o presidente brasileiro deve defender a ampliação da ajuda internacional aos países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com destaque para instituições como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.
Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos associados à tecnologia.
A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.
Com a participação no evento, o presidente busca reforçar o multilateralismo em um contexto de tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.
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