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Foto: Antonio Augusto/SCO/STF
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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou nesta segunda-feira, 8, que pretende concluir uma proposta de Código de Ética para os integrantes do Supremo e entregá-la ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, “muito antes” do fim deste ano.
Segundo ela, o estatuto é uma “resposta necessária” para a sociedade no sentido de esclarecer o comportamento esperado dos magistrados.
“Significa fazer um apanhado das ideias, articular, para ele então oferecer pros colegas, discutir, expor, tentar formar o consenso. A mim coube redigir um articulado e entregar para ele”, explicou sobre a tarefa em entrevista ao programa POD_i, da GloboNews.
“Nós temos a Lei Orgânica da Magistratura fixando quais são os deveres, mas ela é da magistratura e não é de amplo conhecimento Portanto, eu acho que não há demasia nenhuma no Código de Ética”, declarou. Ela disse que pretende reunir estudos e experiências internacionais para embasar a discussão sobre a adoção do instrumento.
Para Cármen Lúcia, a proposta tem um aspecto simbólico ao reiterar compromissos éticos da categoria uma vez que, segundo ela, “o Direito faz a palavra virar a vida”.
O Código é uma das principais pautas da gestão de Fachin à frente do STF e enfrenta resistência entre os colegas. Como mostrou recente rportagem, à exceção da relatora, a Corte está dividida entre apoio parcial e nenhum apoio à proposta.
O ministro Flávio Dino, por exemplo, já manifestou sua discordância e se referiu à iniciativa como “certos discursos superficiais”. Ele sugere, alternativamente, uma reforma do Judiciário.
Em evento promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última semana, Edson Fachin palestrou sobre como integrantes do Poder Judiciário podem trabalhar para melhorar sua imagem perante a sociedade.
Ele mencionou o Código de Ética da Magistratura, aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2008. Embora o código citado se aplique à magistratura nacional, ele não alcança os ministros do STF, que não estão submetidos ao CNJ.
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