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Foto: Pedro França/Agência Senado
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A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira mandado de busca e apreensão em endereços do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressistas.
Foi mais uma fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master.
Entre as principais suspeitas da PF, estão a de que o senador recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Felipe teria feito uma parceira “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil“.
Senador Ciro Nogueira é o alvo de nova operação da Polícia Federal
O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.
Em nota, a PF afirma que a nova ação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro.
O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
Ele diz que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.
Afirma ainda que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.
A reportagem não localizou a defesa de Felipe Vorcaro.
São cumpridos, no total, dez mandados de busca e apreensão, além da prisão de Felipe.
A operação é relatada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão do ministro autorizou o bloqueio de bens e contas no valor de R$ 18,8 milhões.
Conforme a decisão de Mendonça, as suspeitas da PF contra Ciro envolvem, por exemplo, a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de “emenda Master”.
A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira que havia montado, apontada nas investigações como fraudulenta.
*com informações de José Marques/folhapress
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