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Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta segunda-feira (20), a ameaça de veto, pelo governo dos Estados Unidos (EUA), à participação da África do Sul no G20, grupo das maiores economias do planeta mais a União Europeia (UE).
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não convidaria o líder sul-africano, Cyril Ramaphosa, para o próximo encontro do G20, que ocorrerá em novembro, nos EUA, país que preside o fórum neste ano. Desde o ano passado, Trump promove acusações contra o governo sul-africano relacionadas a uma lei de reforma agrária aprovada pelo país e chegou a determinar recentemente o fim de ajuda financeira.
“Eu disse ao Ramaphosa, esta semana, que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador do G20 de participar do bloco. Eu disse ao Ramaphosa que ele deve comparecer ao G20. Ele não pode deixar de ir porque o Trump disse para ele não ir. Vamos lá ver o que vai acontecer, se vão deixar ele entrar ou não”, afirmou Lula.
Em entrevista em Hannover, na Alemanha, após se reunir com o chanceler Friedrich Merz, o presidente disse que, se estivesse no lugar de Ramaphosa, iria ao G20 não como convidado, mas como membro fundador.
Lula está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e, após a visita à Alemanha, seguirá para Portugal antes de retornar a Brasília.
Ao ser questionado por jornalistas, o presidente reforçou que as acusações de Trump sobre um suposto “genocídio branco” na África do Sul são inverídicas e que ele não tem o direito nem o poder de vetar a participação de um país do G20, o que fragilizaria o grupo.
“Se vai tirar a África do Sul hoje, daqui a pouco vão tirar a Alemanha, depois vão tirar o Brasil. Se a gente não se juntar, dar as mãos, eles vão tirando um por um. Aqui não é o Conselho da Paz, criado e controlado por Donald Trump, presidente dos EUA.”
Lula lembrou que o G20 é um fórum multilateral e que participou de sua criação durante a crise econômica de 2008.
“Uma crise nascida no coração dos EUA. Aquilo foi criado para resolver problemas econômicos. Os 20 membros fundadores têm o direito de participar”, disse.
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