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Brasil
Foto: Ascom/Abr
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Na nova pesquisa do Instituto Datafolha, publicada neste sábado, o presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição.
Ele foi superado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista.
Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% ante 42%.
Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9).
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.
Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.
Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março.
Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito.
Na rodada passada, o goiano perdia de 46% a 36% para Lula, e agora a diferença caiu oito pontos.
O senador fluminense Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu três pontos.
Já Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez.
A esta altura, o segundo turno é o cenário mais provável.
Quando se excluem os nulos e brancos, que é a forma com que a Justiça Eleitoral contabiliza resultados de pleitos, Lula soma 45% das intenções em votos válidos. Já seus adversários somados têm 55%, considerando arredondamentos.
Para vencer a disputa, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.
O dado precisa ser visto com cautela, contudo, devido à distância da eleição.
O índice de votos brancos e nulos e de indecisos tende a cair perto do pleito.
Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.
O senador avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%.
Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior.
Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.
Quando os nomes são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35% – o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente.
Mas a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.
Já Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, indo de 4% para 5%.
O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa.
Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%.
Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%.
Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.
A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.
Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente.
Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.
Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado.
O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%.
O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.
Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%).
São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.
O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos.
Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).
* com informações de Igor Gielow/folhapress
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