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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu, nesta sexta-feira (10), a venda e distribuição do lote 0108 de alecrim da marca Nati Sul.
O motivo foi a identificação de insetos vivos (infestação) e de pelos de um animal não identificado.
Procurada por WhatsApp e ligação desde as 11h50, a empresa responsável, MK Ervas Chás Especiarias, não respondeu à reportagem.
O laudo da Anvisa apontou falhas nas condições higiênico-sanitárias e classificou o alimento como infestado por artrópodes e contendo matérias estranhas, com potencial risco à saúde.
A irregularidade fere resoluções da agência e o decreto-lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, que institui normas básicas sobre alimentos.
Como saber se um produto está irregular?
A Anvisa disponibiliza uma ferramenta de consulta para que usuários possam verificar se determinada marca apresenta irregularidades. Para acessá-la, é preciso:
Entrar no site https://consultas.anvisa.gov.br/;
Clicar no ícone “Produtos Irregulares”;
Pesquisar o nome da marca, o tipo de produto ou a data de publicação da medida;
Clicar em “Consultar” e verificar as informações.
Também é possível verificar se a empresa está registrada na base de dados do Ministério da Agricultura. Para isso, é preciso:
Acessar o site oficial;
Pesquisar o número de registro, a razão social ou o CNPJ da empresa;
Verificar se, no campo “Situação do Estabelecimento”, consta como “Ativa”.
Posso pedir o dinheiro de volta?
O consumidor que adquiriu esses produtos pode solicitar reembolso na loja onde realizou a compra, desde que a aquisição tenha ocorrido após a determinação de suspensão.
A loja é obrigada a reembolsar o consumidor caso tenha vendido um produto irregular, mesmo que esteja parcialmente consumido ou aberto, segundo o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo).
Caso a compra tenha sido feita antes da suspensão, pode ser necessário entrar em contato diretamente com a distribuidora ou fabricante.
Se o consumidor não conseguir garantir seus direitos, e possuir a nota fiscal, pode acionar o Procon do seu estado, que auxiliará no reembolso e na denúncia aos órgãos fiscalizadores.
No estado de São Paulo, o atendimento do Procon-SP é realizado pelo Portal do Consumidor, com acesso via conta Gov.br. Na capital, também é possível solicitar atendimento pelo telefone 151 ou em postos presenciais.
Mesmo sem a nota fiscal, ainda é possível ingressar com ação judicial e comprovar a compra por meio de registros como comprovantes de cartão de crédito, entre outros.
Gabriela Cecchin/Folhapress
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