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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (9) do programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, e comentou sobre o crescimento do vício em apostas online.
Segundo ele, é necessário adotar medidas mais rígidas para limitar a publicidade das chamadas “bets”, nos moldes do que foi feito com o cigarro.
Para Padilha, o problema das apostas já alcança uma dimensão semelhante à do tabagismo no passado. Ele destacou que, assim como ocorreu com o cigarro — que tinha forte presença em propagandas voltadas inclusive ao público jovem e em eventos esportivos —, as apostas também precisam de controle mais rigoroso.
O ministro ressaltou que a restrição da publicidade de cigarros foi resultado de uma longa mobilização e trouxe efeitos positivos na redução do consumo.
Ele defende que estratégias semelhantes sejam aplicadas ao setor de apostas.
Entre as ações já adotadas pelo governo, Padilha citou a proibição de publicidade de jogos de apostas voltada a crianças e adolescentes.
Também mencionou iniciativas de apoio a pessoas com comportamento compulsivo, como o serviço de teleatendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece assistência gratuita com psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Outro mecanismo destacado foi o programa de autoexclusão, que permite ao cidadão bloquear simultaneamente suas contas em sites de apostas autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Lula critica impacto das apostas nas famílias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o tema.
Em entrevista ao ICL Notícias, na quarta-feira (8), afirmou que, se dependesse dele, as apostas seriam encerradas, mas reconheceu que essa decisão cabe ao Congresso Nacional.
Lula alertou para os impactos negativos das apostas online no ambiente familiar.
Segundo ele, o fácil acesso por meio de celulares tem exposto crianças e adolescentes ao jogo, muitas vezes sem o conhecimento dos responsáveis, gerando gastos e prejuízos financeiros.
Ao final, o presidente mencionou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde o mês passado, como uma das medidas adotadas para ampliar a proteção no ambiente virtual.
A legislação estabelece regras como verificação de idade para criação de contas, remoção de conteúdos ilegais e proteção de dados pessoais para fins comerciais e publicitários.
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