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Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (31) que, se eleito, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) irá entregar o Brasil aos Estados Unidos. Segundo interlocutores, o petista defendeu a soberania nacional e voltou a chamar o adversário de “traidor da pátria”.
Ao criticar a recente viagem do senador aos EUA, Lula afirmou que até mesmo minerais raros seriam entregues aos americanos, em um eventual governo de Flávio. Ainda segundo relatos, Lula disse que a população brasileira precisa saber da ameaça do que chamou de entreguismo.
As declarações foram dadas durante encontro de Lula com ministros que deixam o governo para disputar eleições e os sucessores das pastas. Durante seu discurso final, fala que não foi transmitida à imprensa, o presidente disse esperar que os ministros sejam sua voz, pernas e braços nos estados.
Lula criticou ainda o apoio de bolsonaristas à guerra deflagrada pelo governo de Donald Trump no Oriente Médio. Disse que o governo está trabalhando para reverter seu impacto econômico, mas frisou que são os bolsonaristas que dão suporte ao presidente americano.
Ao menos cinco integrantes do governo ouvidos pela reportagem afirmaram que Lula associou a figura de Flávio ao presidente dos EUA.
O presidente voltou a dizer que Trump se considera dono do mundo e que a expectativa de Flávio é que o americano peça votos para ele no Brasil.
Lula criticou especificamente a invasão da Venezuela, afirmando ser um erro supor que, com essa ocupação, os venezuelanos serão subservientes à Casa Branca.
Desde o começo de embates diplomáticos entre Brasil e EUA, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm assumido posturas de apoio ao governo Trump, como frente às imposições do tarifaço, comandadas, sobretudo, por Eduardo Bolsonaro.
Flávio, por sua vez, manteve as conexões após anunciar sua pré-candidatura. Um dos gestos foi ter comparecido à CPAC, o maior evento conservador do mundo, realizado nos Estados Unidos com a presença de líderes de direita da América Latina.
Ainda no encontro, Lula afirmou ser necessário dialogar com os partidos do chamado centrão. Segundo participantes, o presidente disse que não vê a possibilidade de lulistas e bolsonaristas mudarem de lado e que seria preciso lembrar que bolsonaristas planejaram golpe no Brasil.
*CATIA SEABRA, MARIANA BRASIL E ISADORA ALBERNAZ/folhapress
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