Fechar
O que você procura?
Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A Polícia Federal (PF) enviou ao Governo Federal um plano detalhado para reforçar a segurança dos presidenciáveis nas eleições de 2026.
Citando um cenário de “alta polarização” e o avanço de ameaças tecnológicas, a corporação solicita um aporte de R$ 200 milhões para modernizar o aparato de proteção.
O planejamento prevê a mobilização de 458 agentes e a aquisição de tecnologias de ponta, como sistemas antidrone e dispositivos de reconhecimento facial, que seriam utilizados para monitorar perímetros e identificar potenciais riscos em eventos de massa.
No plano preliminar, o órgão diz que 48 policiais vão atuar na segurança dos candidatos mais expostos, enquanto outros 24 acompanharão presidenciáveis sob menor risco.
A PF ainda avalia que até dez candidatos devem exigir cobertura neste ano e pondera que o plano será redesenhado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmar que disputará a reeleição.
A estratégia foi apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao Planalto e à equipe econômica do governo.
“Não é trivial”
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma na mesma documentação que a necessidade de ampliar a segurança dos candidatos reflete o “conturbado momento pelo qual passamos”.
Rodrigues diz que o cenário internacional está marcado por guerras e disputas comerciais, enquanto o Brasil atravessa período de “questionamentos sobre a legitimidade de atuação das instituições”, sob ambiente político “extremamente polarizado”.
“Não é processo trivial e, considerando os perigos dos ambientes interno e externo, tal processo demanda medidas de segurança cada vez mais bem preparadas e executadas, motivo pelo qual o respectivo custeio não pode ser objeto de qualquer insegurança, seja orçamentária, seja quanto à tempestividade de empenho e execução”, afirmou o chefe da PF.
O plano preliminar desenhado pela PF tem 29 páginas, divididas em nove capítulos sobre temas como “planejamento logístico” e “resposta a incidentes críticos”.
Entre os agentes que serão mobilizados, a previsão é de que haja 30 delegados da Polícia Federal atuando como chefes ou substitutos das equipes que vão acompanhar os candidatos. Outros 60 agentes devem participar das ações de inteligência.
A PF também deseja estruturar ou expandir salas reservadas para autoridades em aeroportos. A corporação afirma que o aumento do valor do fundo eleitoral deve ampliar os deslocamentos das campanhas, exigindo verbas de diárias e passagens para a segurança dos candidatos.
O órgão diz que, em 2026, há uma diferença na segurança do ciclo eleitoral, pois a PF atua diretamente na proteção ao presidente da República, o que antes era feito apenas pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
“Esses marcos institucionais exigem ajustes operacionais, pois o presidente da República pode ser candidato à reeleição, o que demanda estrutura exclusiva para proteção presidencial”, afirma o plano.
O plano diz que é preciso considerar o “histórico de violência” contra candidatos à presidência, além de possíveis hostilidades e “tentativas de desmoralização planejadas” por adversários, como jogar ovos ou “balões com urina”, bloqueios de carreatas, entre outras situações.
Compra de veículos
Dos cerca de R$ 200 milhões que a PF pede, mais de R$ 92 milhões seriam utilizados para a compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados.
O plano inclui R$ 39,5 milhões para a compra de equipamentos de sistema antidrone EnforceAir, que utiliza radiofrequência para localizar e controlar os aparelhos, além de bloqueadores portáteis.
O órgão ainda prevê gastar cerca de R$ 50 milhões entre diárias, passagens e suprimentos de fundos.
| Categoria | Detalhamento | Valor / Quantidade |
| Orçamento total | Reforço solicitado para 2026 | R$ 200 milhões |
| Veículos | Unidades blindadas e descaracterizadas | 256 unidades (R$ 92 mi) |
| Efetivo | Policiais (Delegados e Inteligência) | 458 agentes |
| Tecnologia | Sistema antidrone EnforceAir | R$ 39,5 milhões |
| Logística | Diárias e passagens para as equipes | R$ 50 milhões |
A PF afirma que as compras devem incluir, “no mínimo”, coletes balísticos velados, binóculos com câmera, dispositivos de reconhecimento facial, entre outros dispositivos.
*Com informações de Mateus Vargas/Folhapress
Tudo a ver:
TSE aprova regras para as eleições de outubro
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.