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Foto: Joedson Alves/Agência Brasil/Arquivo
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Fazer compras no supermercado e já garantir o medicamento da receita ficará mais fácil.
A Câmara Federal deu sinal verde nesta segunda-feira (2) para que supermercados abriguem farmácias em suas dependências.
Para garantir a segurança do consumidor, a venda não será feita nas gôndolas comuns: os remédios precisarão de um setor separado e fiscalizado pela Anvisa.
A medida agora depende apenas da assinatura presidencial para virar lei.
Além do ambiente físico separado, o projeto também determina a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e estabelece regras específicas para a venda de medicamentos que necessitam de controle especial, como o transporte em embalagens lacradas até o caixa ou o pagamento prévio.
O texto foi aprovado por votação simbólica, que é utilizada quando há acordo na Câmara.
A proposta é de autoria do senador Efraim Filho (UNIÃO- PB) e foi relatada no plenário pelo Dr. Zacharias Calil (União-GO).
Para Calil, a proposta foi construída “a partir de diálogo institucional e reflexão técnica, buscando equilíbrio entre livre iniciativa, concorrência e tutela da saúde pública”.
“A presença disseminada de mercados, supermercados e seus congêneres, inclusive nas localidades mais remotas do território nacional, pode ser adequadamente utilizada para facilitar a vida dos usuários de medicamentos”, afirmou o deputado no relatório.
Em agosto do ano passado, o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) gravou um vídeo em que defendeu a medida.
Ele argumentou que o texto seria benéfico, pois ampliaria o acesso da população a medicamentos.
O projeto foi aprovado pelo Senado um mês depois, em setembro.
Apesar do apoio do ministro, deputados petistas como Maria do Rosário (PT-RS) se posicionaram contrários à medida.
Para ela, o projeto cria um “problema de saúde pública”, pois geraria incentivo ao uso de remédios.
“Mesmo com orientação do governo, com orientação partidária, eu mantenho a minha posição (…) acreditando que nós devemos enfrentar esse uso indiscriminado de medicações”, afirmou.
* Laura Scofield/folhapres
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