Brasil

Três partidos saem em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo

Da Redação*
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 19:37

dias toffoli

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

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A Federação União Progressista quebrou o silêncio para blindar o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal federal).

Em nota oficial, a entidade afirma que o magistrado é alvo de uma estratégia orquestrada para manipular a opinião pública, acirrando ainda mais a tensão entre o Judiciário e seus críticos.

O texto é assinado pelo presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, e pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

A federação sustenta que “é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.

A manifestação ocorre em meio à repercussão das menções encontradas a Toffoli no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF).

O ministro admitiu ser sócio da empresa que vendeu participação em um resort ao cunhado do banqueiro e deixou a relatoria do caso no Supremo, posteriormente assumida por André Mendonça.

Uma das pessoas mais próximas a Vorcaro em Brasília era Ciro Nogueira.

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Segundo relatos de pessoas próximas ao parlamentar, ele foi ouvido antes de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, dar aval à oferta de compra do Master pelo BRB e é considerado peça-chave na negociação, já que Ibaneis busca apoio para a eleição de 2026, quando pretende disputar o Senado.

Antes mesmo da formalização da federação União Progressista, Rueda ofereceu uma aliança para pavimentar a campanha de Ibaneis em 2026.

Além disso, Ciro apresentou emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia financeira do Banco Central para elevar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF.

A proposta foi identificada por parlamentares e integrantes do mercado financeiro como uma das primeiras iniciativas no Congresso que poderiam beneficiar o Master.

Rueda também é apontado por parlamentares como articulador de interesses do banco no Congresso.

O União Brasil, partido que preside, controla o RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, que aplicou cerca de R$ 1 bilhão no Master.

O fundo foi alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na operação, considerada incompatível com a finalidade do instituto e de alto risco.

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Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, resistem à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo apuração do Estadão, Rueda também atuou nos bastidores para barrar a comissão.

A mensagem transmitida a parlamentares que coletam assinaturas é que o dirigente estava pessoalmente interessado nas discussões e teria determinado o envio de emissários do União para tratar do tema.

Nos bastidores, essas movimentações são atribuídas à chamada “Bancada do Master”.

Na nota divulgada nesta sexta, a federação afirma que as acusações contra Toffoli representam “uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição”.

O texto acrescenta que é preciso atenção às narrativas que buscam colocar a população contra o ministro e defende que “a Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições”.

Ao final, a União Progressista reitera “confiança na integridade do ministro Dias Toffoli” e afirma acreditar que “a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”.

Solidariedade
O presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força, também divulgou nota pública em defesa de Toffoli.

Relator do PL da Dosimetria na Câmara, Paulinho afirmou que “manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos” e destacou os “quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira” pelo ministro.

Na nota, o dirigente criticou o que classificou como “linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação” e disse que “não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia” promovam esse tipo de conduta.

*Com informações de João Pedro Bitencourt/Conteúdo Estado

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