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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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“Tenho saudades da Tuiuti.” Foi com essa ironia que o ex-presidente Michel Temer (MDB) reagiu ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula neste domingo (15).
A frase é uma referência direta ao histórico desfile da Paraíso do Tuiuti em 2018, quando o emedebista foi retratado na Sapucaí como um “vampiro neoliberal”.
No desfile deste domingo, Temer apareceu em cena na qual arrancou a faixa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em menção ao impeachment dela.
Ele era vice de Dilma e é criticado pela esquerda, que caracteriza o impeachment como golpe e passo para a ascensão de Jair Bolsonaro (PL) anos depois.
Festa e polêmica: homenagem a Lula tem palhaço Bozo na avenida
Em nota enviada pela assessoria, Temer chamou de “bajulação” o desfile feito em homenagem a Lula.
“Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, afirmou.
“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”.
O problema, disse Temer, é quando adotam o “ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente -e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência”.
“É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí… gente!”, finalizou em nota.
Em 2018, Temer foi retratado pela Tuiuti como vampiro. A escola citou a reforma trabalhista de seu governo, ao mesmo tempo em que questionou até que ponto a escravidão tinha acabado.
O desfile em homenagem ao presidente Lula deste domingo, por sua vez, contou a história do político deste a sua infância até chegar à Presidência.
O ato contou com ala em que integrantes da escola desfilaram com roupas vermelhas com estrelas no peito, mas sem o número 13 do PT. O jingle “olê, olê, olá, Lula! Lula!” constou no enredo, bem como referência a Bolsonaro como palhaço e presidiário.
Para especialistas ouvidos pela Folha, a apresentação abre brecha para condenações por ilícito eleitoral.
*Com informações de Ana Gabriela Oliveira Lima e Carolina Linhares/Folhapress
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