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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
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O levantamento aponta ainda uma desconexão entre o comportamento dos funcionários e ações de conscientização promovidas pelas companhias. Enquanto 47% dos entrevistados observaram um aumento na atividade de apostas entre colaboradores, apenas 6% relatam que as empresas abordaram o tema por meio de treinamentos, workshops ou outras ações de comunicação interna.
A falta de atenção para o tema se reflete na insatisfação expressada por 29% dos entrevistados em relação aos esforços das empresas para lidar com as bets e o impacto na saúde financeira e emocional dos funcionários. Embora quase metade (47%) dos entrevistados acreditem que seus colaboradores estejam cientes de potenciais consequências negativas das apostas, apenas 36% sentem que a liderança de suas organizações está preparada para lidar com o problema.
O estudo também enfatiza a importância da saúde mental para enfrentar esse desafio. Um total de 77% dos entrevistados afirma que a falta de apoio psicológico pode agravar o impacto do vício em apostas nas relações de trabalho. Outros 85% concordam que as empresas deveriam priorizar o bem-estar financeiro dos funcionários, e a grande maioria (80% e 79%, respectivamente) acredita que programas de apoio psicológico e de educação financeira poderiam ajudar a prevenir o aumento deste comportamento no ambiente de trabalho.
“Essa pesquisa serve como um alerta para que as organizações abordem proativamente esse tema entre os funcionários. Ao implementar estratégias abrangentes que incluam educação financeira, apoio e comunicação aberta, as empresas podem mitigar os impactos negativos do jogo e promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo”, explica Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.
“A alta capacidade de gerar dependência faz das apostas e jogos de azar – reconhecidos no DSM-5 como ‘Gambling Disorder’ – um problema de saúde mental grave, que pode levar a consequências extremas, incluindo o suicídio, exigindo tratamento estruturado e suporte profissional. O envolvimento excessivo em apostas e jogos de azar afeta não apenas o indivíduo, mas também todo o seu entorno, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção, acompanhamento psicológico e educação contínua”, enfatiza Ines Hungerbühler, psicóloga PhD e Head de Estratégia Clínica do Wellz.
Foram realizadas 405 entrevistas com profissionais que atuam no departamento de RH e em cargos de gestão de empresas com mais de 100 funcionários (71% delas com mais de 500 colaboradores), entre novembro e dezembro de 2024.
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