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Professor Titular aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
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“Fernão Capelo Gaivota” é o título da versão brasileira do filme “Jonathan Livingston Seagull”, lançado nos Estados Unidos em 1973, sob a direção de Hall Bartlett.
Baseado no livro “Jonathan Livingston Seagull, A Story” de autoria de Richard Bach, publicado em 1970, o filme destaca-se pela qualidade da fotografia e pela belíssima trilha sonora, composta pelo cantor e compositor norte-americano Niel Diamond.
No Brasil, o romance de Richard Bach foi lançado sob o título “A história de Fernão Capelo Gaivota”. Tanto no livro quanto no filme, o personagem protagonista é uma gaivota.
Antes de assistir ao filme, li a versão brasileira do romance e ouvi, várias vezes, o disco gravado em vinil com a trilha sonora original, lançado no Brasil pela gravadora CBS, em 1973.
Na parte frontal da capa desse disco, em primeiro plano, vê-se o artista, de perfil, vestindo roupas escuras, descalço, sentado sobre os calcanhares na areia de uma praia, tendo, ao fundo, a imagem do Sol sobre o mar. A cor predominante é o amarelo. No alto, à esquerda, há a silhueta de um pássaro, talvez sugerindo uma gaivota.
Na parte posterior da capa estão listadas as faixas do disco:
“PROLOGUE (Prólogo): aqui começa nossa história – o céu, o mar, os pássaros”;
“BE (Ser), apresentação de Jonathan – o seu voo, sua queda”;
“FLIGHT OF THE GULL (Voo da gaivota): Jonathan é levado aos píncaros de sua ambição e aproxima-se da catástrofe”;
“DEAR FATHER (Querido pai): derrotado e perto da morte, Jonathan busca as razões”;
“SKYBIRD (Pássaro do céu): voltando ao lar para mostrar o que aprendeu, suas acrobacias serviram apenas para irritar os mais velhos do grupo. Posto em julgamento, ele é banido…para sempre”;
“LONELY LOOKING SKY (Solitário olhando o céu): sozinho e sem direção”;
“THE ODYSSEY (A Odisseia): e assim se inicia uma jornada, uma odisseia, um teste para o espírito;
“ANTHEM (Hino): transcender, purificar, glorioso”;
“BE (Ser), Jonathan volta a ensinar ao bando de pássaros”;
“SKYBIRD (Pássaro do céu): a lição;
“DEAR FATHER (Querido pai): repreendido novamente pelos mais velhos, Jonathan consegue, porém, reintegra-se ao bando.
“BE (Ser): recapitulação e adeus à Fletcher”. No original, Fletcher Lynd foi a primeira gaivota a se tornar seguidora de Jonathan.
Assim, assistir ao filme, ouvir a trilha sonora ou ler o livro é mergulhar em uma fábula sobre a evolução daqueles que buscam ultrapassar os limites impostos pelo grupo social ao qual pertencem.
A metáfora contida tanto no livro quanto no filme aplica-se à vida real, pois nela se destacam aqueles que ousam ir além do trivial, que encontram prazer em fazer as coisas com zelo e amor e que buscam a transcendência como caminho para a verdadeira liberdade e elevação. Afinal, parafraseando Richard Bach: vê mais longe a gaivota que voa mais alto.
Este texto é uma versão atualizada daquele publicada no livro de minha autoria “Entre o Açude e a Serra”, lançado em 2014.
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