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Dom Delson

Dom Delson

Arcebispo Metropolitano da Paraíba.

Um dever de amor!

Por Dom Delson
Publicado em 30 de agosto de 2025 às 19:34

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A missão evangelizadora é constitutiva do estilo de vida cristão no mundo. A Igreja nasceu para evangelizar as estruturas dos homens e do mundo. Não se pode pretender viver o Evangelho de Cristo sem essa atividade missionária.

É importante compreendermos que, nesse esforço missionário, não se pode evangelizar isoladamente. A Igreja é a nossa família missionária, na qual podemos encher nossos corações com a alegria de servir.

Diante de um mundo tão plural, ainda devemos anunciar Jesus Cristo? Será que não estaríamos ferindo quem diz não querer receber o anúncio do Evangelho?

Um dos documentos finais do Concílio Vaticano II é claro sobre a pertinência e a urgência da propagação do Evangelho a todos: “A Igreja, enviada por Deus a todas as gentes para ser ‘sacramento universal de salvação’, por íntima exigência da própria catolicidade, obedecendo a um mandato do seu fundador, procura incansavelmente anunciar o Evangelho a todos os homens. Já os próprios Apóstolos, em que a Igreja se alicerça, seguindo o exemplo de Cristo, ‘pregaram a palavra da verdade e geraram as igrejas’. Aos seus sucessores compete perpetuar esta obra, para que ‘a palavra de Deus se propague rapidamente e seja glorificada’ (cf. 2 Tess. 3,1), e o reino de Deus seja pregado e estabelecido em toda a terra” (cf. Ad Gentes, n. 1).

O dever missionário nunca é um peso doloroso para os cristãos, mas um apostolado que perpassa toda a vida, capaz de gerar amor uns pelos outros, assim nos ensina o magistério do ensino do Papa Leão: “A nossa fé é autêntica quando envolve toda a nossa vida, quando se torna um critério para as nossas escolhas, quando nos torna homens e mulheres que se comprometem com o bem e apostam no amor, tal como fez Jesus.”

O que move nosso esforço missionário é o amor que nutrimos pelo Senhor e pela salvação de todos os homens. Um dever que custa um amor provado e comprovado.

Sem amor, o cristão não pode assumir esse lugar missionário nas estradas do mundo. Não anunciamos a nós mesmos, mas a mensagem de verdade que perpassa o tempo e todas as culturas.

O Papa Francisco, que foi um grande missionário do amor e da misericórdia, usou uma expressão interessantíssima para retratar o olhar missionário da Igreja sobre o mundo que deve ser evangelizado e para falar também da necessidade urgente de anunciar o Evangelho até os extremos confins: “a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus (…)”. O mundo dos homens deve ser evangelizado com o olhar amoroso de Deus.

Repito, a Igreja não anuncia a si mesma e nem o seu próprio olhar; ela foi encarregada de apresentar Jesus e Sua Salvação. Para tal, devemos levar a peito aquilo que o Papa argentino nos pedia com insistência: “uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)”.

O nosso amor a Deus deve transbordar concretamente em nossas vidas; quando amo verdadeiramente a Deus, eu vou, missionariamente, ao encontro dos irmãos e das necessidades do mundo moderno.

Façamos como a Virgem Santíssima que, na sua escola missionária, fez do seu sim a Deus e à humanidade uma constante inegociável. No sim de Maria, a Igreja, família de Deus no mundo, aprende a dizer sim a Deus.

Que Nossa Senhora, mãe do amor, interceda por toda a Igreja para que tenhamos a prontidão da alegria missionária, levando o anúncio do Evangelho de Cristo a todos, sem distinção.

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