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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Há momentos em que o sistema nervoso central parece viver permanentemente em estado de alerta. O corpo passa a funcionar como se estivesse diante de um perigo constante, consumido por cortisol. Muitas vezes isso é confundido apenas com estresse, mas vai muito além.
Relaxar se torna difícil. Dormir, quase impossível. O cansaço é extremo e a segunda-feira já amanhece pesada antes mesmo de começar. As tarefas mais simples tornam-se exaustivas, como se cada pequena ação exigisse uma energia que já não existe mais.
A bateria social fica como a de um celular antigo, daqueles com muitos anos de uso: descarrega mais rápido do que uma música tocando.
A falta de ânimo é ruim. Mas pior ainda é deixar de sentir. Deixar de sentir vontade de fazer coisas que antes eram prazerosas. A solidão começa a se disfarçar de solitude, porque passa a ser autoimposta. E, pouco a pouco, o vazio se amplia.
As emoções parecem encontrar portas fechadas para sair. Até o vaso lacrimal parece se fechar, como se tudo ressecasse por dentro. O sono perde a qualidade, a risada silencia, e a cama passa a ser o melhor lugar do mundo. O silêncio vira companhia.
Até o dia em que algo dentro de nós entende que não dá mais para continuar assim. E que, às vezes, “chutar o balde” é exatamente o que uma pessoa precisa fazer por si mesma.
Compreender que o sistema nervoso vive em estado constante de alerta já é um começo. Procurar ajuda é o passo seguinte. O apoio das pessoas que amamos é fundamental.
Rasgar esse véu de marasmo e ignorância exige coragem por ser um mergulho para dentro de si, em busca da essência que ainda vive ali, em algum lugar.
Desacelerar. Desmamar desse ritmo que nos consome. Resgatar-se para si mesma é preciso porque há vida lá fora. E há vida para ser vivida. Vida! Vida! Vida!
Às vezes nós apenas nos esquecemos disso, e o primeiro passo para voltar a viver é perceber que você merece muito mais do que apenas sobreviver.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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