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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Essa máxima atravessa o tempo como uma lei silenciosa da existência. Podemos até escolher o que semear, ou fingir que não estamos semeando nada, mas a colheita, cedo ou tarde, chega. Não por acaso, não por punição, mas por coerência. A vida responde fielmente às escolhas que fazemos, sobretudo às escolhas de convivência.
É preciso discernimento e cuidado com as pessoas que permitimos que se aproximem de nós. O poder de influência é sutil, quase sempre inconsciente. Raramente ele se impõe com barulho ou confronto. Não há duelo, não há aviso. Ele se instala devagar, como quem entra sem pedir licença, e quando percebemos, algo em nós já mudou. Nosso grande erro é subestimar esse processo. A conta desse equívoco é alta, no campo físico, emocional e espiritual, porque essa é a Lei de Deus: ninguém erra e sai ileso, ainda que tenha errado por influência.
O mal não costuma andar em linha reta. Ele prefere curvas sinuosas, onde a visibilidade é baixa e a consciência relaxa. Por isso, perceber as más influências é tão difícil. A neurociência nos lembra que somos a soma das cinco pessoas com quem mais convivemos. Esse dado assusta porque revela o quanto nos tornamos reflexo do ambiente humano que escolhemos. A influência é tão poderosa que não nos damos conta dela acontecendo. Quando vemos, parece que outra pessoa passou a habitar em nós.
É fato que nunca saímos ilesos das pessoas com quem convivemos. Elas sempre deixam retalhos: algumas se transformam em asas, elevando-nos a voos mais altos; outras se tornam âncoras, puxando-nos lentamente para o fundo do poço. O problema é que, quase sempre, acreditamos ser fortes o suficiente para não sermos afetados. Enquanto isso, quem nos ama percebe antes de nós. As mudanças aparecem nos gestos, nas escolhas, nos atalhos que nossos pensamentos começam a tomar.
Por isso, é essencial discernir quem merece permanecer em nossa vida e quem precisa ser retirado. Renunciar ao que nos prende é doloroso, mas necessário. Quando convivemos com pessoas que não compartilham princípios e valores, algo em nós se desalinha, mesmo que de forma imperceptível. Os outros veem, nós não. Só percebemos quando já estamos agindo diferente de quem éramos.
Como fazer essa análise? Escutando quem verdadeiramente quer o nosso bem. Comparando quem éramos antes com quem nos tornamos agora. Tendo coragem de sair da “ilha” dessas relações para observá-las de longe. Esse distanciamento pode ser surpreendente. Vale observar do que essas pessoas riem, com o que se importam, o que as move, se a dor do outro as comove ou se estão presas em alguma cápsula egoísta que acaba nos arrastando junto.
Retirar o que está errado é abrir espaço para que o certo floresça. Não é fácil, mas é possível. Que tenhamos força e sabedoria para esse discernimento. Que possamos viver a epifania para a qual fomos destinados: tornar o mundo um pouco melhor, nem que seja o mundo das cinco pessoas com quem convivemos e, assim, deixar nelas algo que eleve, e não que aprisione.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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