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O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.
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Os ditados populares são frases curtas que transmitem metaforicamente sabedoria. Eles são passados de geração em geração e formam um cabedal de experiências de um povo. Nos últimos dias o mundo inteiro constatou a veracidade de um dito popular, o de que “há males que vêm para o bem”. Este ditado ficou demonstrado com a captura do ditador venezuelano Nicolas Maduro pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Qual o mal estampado nesse evento? A desobediência das normas internacionais para a invasão de um Estado. Donald Trump, embora alegando que não invadiu a Venezuela, mas promoveu a captura do chefe do narcoterrorismo que vinha prejudicando o povo dos Estados Unidos da América do Norte, teve a censura de quase todos os Estados do mundo.
A China, a Rússia, o Irã, Estados ditatoriais, condenaram a ação militar. A França, a Alemanha, a Inglaterra, Estados democráticos, desaprovaram o ataque, por atentar contra a soberania da Venezuela. A União Europeia não reconhecia a legitimidade do regime de Maduro, mas disse defender o respeito à lei internacional e à Carta das Nações Unidas. O Brasil considerou que a ação ultrapassou uma linha inaceitável. Porém, a Argentina, o Chile, o Paraguai, foram favoráveis aos americanos.
O fato é que tendo os Estados Unidos feito o que fez com a Venezuela, nada poderá garantir que o faça em relação aos demais países. Trump já fez ameaça à Colômbia e ao México, tendo por base o argumento do narcoterrorismo utilizado para a Venezuela. Reside aqui, pois, o mal produzido por Trump, representado no ataque militar sem o respaldo da Organização das Nações Unidas e das leis internacionais, além de haver se tornado uma ameaça aos outros países.
E qual o bem estampado nesse evento? A esperança de libertação do povo venezuelano da opressão do regime chavista comandado por Maduro, que o consolidou como uma autocracia corrupta, subjugando o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, fraudando eleições, debilitando a economia e empobrecendo extremamente mais da metade da população.
A Venezuela goza do apoio de países ditatoriais, nos quais buscou semelhança nos regimes lá implantados, privilegiando a concentração estatal dos meios de produção, a elitização da classe dos governantes e a proletarização da população. A repressão vigilante, com detenções arbitrárias, violência e tortura, foram a tônica do regime, que permanece na ausência de Maduro, comandado pela vice-presidente que assumiu o poder e pelos generais que lhe dá sustentação.
Mesmo assim, o futuro da Venezuela é ainda incerto. Reside aqui, então, o bem trazido por Trump, representado na possibilidade de alguma mudança vir a ocorrer que faça retornar a liberdade ao povo venezuelano. A Venezuela poderá começar a trilhar novas veredas, haja vista que as Forças Armadas legais que sustentam o regime bolivariano enfrentam dissidências internas. Escolher pacificamente a via democrática, sem dúvidas, será a melhor caminho.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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