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Arcebispo Metropolitano da Paraíba.
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Mesmo pequenos e frágeis, podemos crescer na fé quando nos abrimos ao coração do Evangelho. A vida pública de Nosso Senhor nos mostra que Sua missão redentora não se limita a Si mesmo, mas se estende aos apóstolos e chega até nós: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros entre lobos” (Lc 10,2-3).
No campo de Deus, há trabalho para todos — até para os mais pequenos, como nos lembra o Evangelho deste domingo.
Daí a necessidade da oração, como nos ensina o Papa Leão XIV: “Somos chamados a viver e cultivar a amizade com o Senhor. Isto realiza-se, em primeiro lugar, na oração litúrgica e comunitária, onde não somos nós que decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas é Ele mesmo que nos fala por intermédio da Igreja; além disso, cumpre-se na prece pessoal, que acontece na intimidade do coração e da mente.
No dia e na semana do cristão não pode faltar o tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus.” A oração nos fortalece para a missão e nos prepara para semear a Palavra com generosidade no mundo.
E qual é o segredo para levar a mensagem de Cristo pelas ruas do mundo, como nos pedia tanto o Papa Francisco? João Batista nos dá o exemplo: aquele que aponta o Cordeiro de Deus não retém nada para si; sua vida se consome em revelar Jesus ao mundo. Assim, aprendemos que só levaremos Cristo aos homens se estivermos dispostos a apontá-Lo, a entregar tudo ao Senhor, com clareza e coragem.
A vida missionária floresce na generosidade; não devemos reter nada! Tal como esperamos frutos de tudo que fazemos na vida, o empenho missionário exige entrega total, sempre precedida pela graça de Deus. Nada realizamos sozinhos; tudo se torna fecundo quando sustentado por Sua graça e pelo amor ao próximo.
A pobreza do espírito de João Batista nos ensina sobre a urgência de uma vida simples. Vivemos em uma cultura do supérfluo, sempre buscando novidades, invertendo prioridades e nos perdendo na abundância.
O caminho da pobreza evangélica nos lembra que a verdadeira vida só se encontra em um coração generoso, unido a Deus, e disposto a servir os irmãos. Podemos possuir muito, mas o que verdadeiramente marca a existência é a entrega sincera e a generosidade do coração.
Somos todos missionários da generosidade de Cristo. Devemos empenhar-nos em levar Sua mensagem salvadora pelas ruas do mundo, confiantes, mesmo diante do mal que nos ronda. A alegria de Cristo nos dá força para exorcizar o medo e caminhar na entrega total.
Os discípulos não devem temer, pois vivem da providência divina e sabem que o Reino de Deus se aproxima (Lc 10,11). Ele começa na terra quando nos lançamos ao mundo seguindo as pegadas do Redentor, com simplicidade e confiança: “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimentem ninguém pelo caminho… Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário” (Lc 10,4.7-8). Eis o segredo que transforma o mundo: ser outro Cristo, alegre, entre os homens.
Eis o segredo que transforma o mundo: ser outro Cristo, alegre, entre os homens. É deixar que o amor de Deus se reflita em cada gesto, em cada palavra, em cada encontro. É levar luz onde há trevas, esperança onde há desânimo, consolo onde há dor.
Viver como Cristo é caminhar com coragem, confiando na providência de Deus, e mostrar, pelo exemplo, que a verdadeira grandeza está na generosidade do coração. Cada ato de bondade, cada sorriso, cada serviço silencioso é semente que germina e faz o Reino crescer.
Ser outro Cristo é ser ponte, farol e presença viva do Evangelho, tornando o mundo mais humano, mais justo e mais cheio de Deus.
Que Nossa Senhora, mãe exemplar da entrega confiante, nos ajude a ter corações generosos, sempre prontos para sair pelas estradas do mundo e levar, com coragem e amor, a mensagem de Jesus até os confins da terra.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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