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Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.
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Para complementar a coluna da semana passada, volto ao tema “IA Agêntica”, que é um tipo de IA que vai além de apenas responder comandos, agindo de forma autônoma para definir metas, planejar e executar tarefas complexas com mínima supervisão humana. Essa tecnologia abre caminho para uma transformação profunda em diversos segmentos da economia mundial. Hoje, vou tentar detalhar mais sobre alguns desses setores mencionados rapidamente, na coluna anterior.
Começando pelas empresas de “Logística” e os “Marketplaces”. Esses setores da economia “caminham” para uma automação mais profunda, onde Agentes de IA serão responsáveis por planejar rotas, reorganizar cargas, negociar prazos com fornecedores e gerenciar frotas elétricas por exemplo, incluindo o planejamento/agendamento de recargas desses veículos. Armazéns automatizados, integrados a sistemas com IA, poderão se adaptar ao fluxo de entradas e saídas de mercadorias dos Marketplaces, sem intervenção humana. A projeção dessas empresas indica reduções significativas de custo e ganho de eficiência operacional.
Já no setor financeiro, bancos e fintechs apostam em agentes inteligentes que assumam funções hoje realizadas por equipes de atendimento e back-office. Esses sistemas analisam a vida financeira do cliente, detectam riscos, negociam dívidas e reorganizam investimentos automaticamente. A triagem de fraudes, antes dependente de analistas, será realizada em tempo real, com bloqueio e correção imediata de operações suspeitas.
A expectativa do mercado é que, em 2026, esses agentes atendam milhões de usuários em plataformas digitais, com “zero” de intervenção humana.
“IA Agêntica”: As aplicações práticas que devem transformar setores inteiros ainda neste ano (II)
Nas Indústrias de médio e grande porte, a transição para plantas inteligentes já acontece faz algum tempo e deve acelerar este ano. A IA Agêntica ficando responsável por reajustar linhas de produção conforme a demanda, coordenar robôs industriais, prever falhas com alta precisão e reorganizar o fluxo de materiais internamente. Esse movimento é um passo importante para se ter fábricas capazes de operar dias e semanas sem supervisão presencial.
No segmento automotivo, a IA embarcada deixará de agir apenas no apoio à condução. Os veículos passarão a operar com “agentes completos” que monitoram desgaste de peças, agendam serviços, negociam recarga nos carros elétricos e analisam padrões de uso para economizar energia. A integração com sistemas urbanos de trânsito permitirá otimizar fluxos e reduzir congestionamentos.
No setor de saúde, Hospitais e Clínicas avançam para “Agentes Médicos Digitais”, “entidades” capazes de coordenar etapas inteiras da jornada do paciente. Os sistemas farão triagem inicial, indicarão exames, priorizarão casos mais urgentes e acompanharão o tratamento. Combinados a “dispositivos vestíveis”, os “agentes” monitorarão sinais vitais continuamente e alertarão equipes médicas antes de eventos graves.
“IA Agêntica”: As aplicações práticas que devem transformar setores inteiros ainda neste ano (III)
Na Educação, as “Plataformas de Ensino” vão utilizar “Agentes Tutores” com IA para acompanhamento em tempo real, do ritmo de aprendizado de cada estudante. A tecnologia vai ajustar conteúdos, criar exercícios específicos, reorganizar cronogramas e identificar lacunas de conhecimento. A “personalização do ensino”, antes limitada por recursos humanos, tende a se tornar padrão nas escolas de uma forma geral, em cursos técnicos e na formação corporativa.
Os setores jurídico, contábil, de consultoria e administração pública já estão incorporando agentes que processam documentos, extraem e analisam cláusulas de contratos, elaboram minutas iniciais e coordenam agendas complexas. E-mails serão classificados, respondidos ou encaminhados automaticamente, reduzindo o volume de tarefas operacionais.
Lembrando que, a automação não elimina o trabalho especializado, mas libera profissionais para funções estratégicas de maior valor agregado.
No segmento do “Comércio Varejista”, a “experiência de consumo” deve ser radicalmente alterada pela presença de “Agentes Compradores Pessoais”. Esses sistemas monitoram preços, negociam ofertas, fazem compras recorrentes, resolvem devoluções e comparam produtos sem intervenção do cliente-comprador. Lojas digitais também já usam agentes internos para ajustar catálogos, prever demandas e planejar estoques.
“IA Agêntica”: As aplicações práticas que devem transformar setores inteiros ainda neste ano (IV)
Nas Redações, Agências de Publicidade e Plataformas de Mídia o uso de agentes é cada vez mais comum e imprescindível. “Eles” sugerem pautas, montam roteiros, gerenciam cronogramas editoriais e analisam dados de audiência. A IA não substitui o trabalho criativo, mas amplia a capacidade de entrega, reduzindo o tempo entre a concepção e a publicação de conteúdos.
Pelos exemplos colocados acima, acredito que fica claro que a expansão da “IA Agêntica” marca realmente a transição de sistemas que apenas respondem a comandos para tecnologias que “trabalham ativamente” em nome de pessoas e organizações. Se as previsões se confirmarem, 2026 será lembrado como o ano em que a IA deixou de ser ferramenta auxiliar e passou a ser um elemento autônomo na infraestrutura produtiva global, marcando o início de um novo modelo operacional, com impacto sem precedentes na economia mundial.
Com o resultado final disso tudo envolvendo eficiência, redução de custos e novas formas de organização do trabalho – mas também, com uma agenda crescente, de governança e segurança, para poder tentar lidar com o exponencial aumento dessa autonomia digital.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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