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Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.
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Com a aproximação das eleições estaduais de outubro de 2026, cresce a expectativa sobre como os futuros gestores irão tratar um dos temas mais estratégicos para o desenvolvimento econômico da Paraíba: o fortalecimento dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs), uma iniciativa apoiada e incentivada pelo SEBRAE.
Cidades como Campina Grande (com o E.InovCG, recentemente, referenciado em um “paper”, publicado em nível global, por Pesquisadores da Curtin University da Austrália), João Pessoa, Guarabira, Patos, Monteiro, Sousa e Cajazeiras já apresentam iniciativas relevantes, mas ainda enfrentam desafios estruturais para consolidar ambientes inovadores, sustentáveis e competitivos.
Nesse contexto, a atuação coordenada entre o Governo Estadual e o SEBRAE pode ser determinante para acelerar resultados (já existe um Convênio sobre o tema entre o Estado da Paraíba e o SEBRAE, precisando ser reforçado e expandido nos próximos anos).
Políticas públicas bem desenhadas, aliadas ao suporte técnico e à capilaridade do SEBRAE, podem transformar esses Ecossistemas em “potentes motores” regionais para o desenvolvimento e crescimento da economia paraibana.
Eleições 2026: Sugestões ao Candidatos a Governador da Paraíba, para desenvolver e incrementar, os Ecossistemas Locais de Inovação (II)
A seguir, tomo a liberdade de apresentar algumas sugestões que podem orientar os Candidatos ao governo da Paraíba, na construção de propostas consistentes e exequíveis, para os Ecossistemas existentes e outros que possam ser criados e desenvolvidos.
É ponto pacífico que uma das principais lacunas dos Ecossistemas é a falta de coordenação contínua entre universidades, empresas, governo e a sociedade civil.
A criação de programas regionais, com governança estruturada e metas claras por cidade, com os prefeitos e secretários, entendendo que a participação da prefeitura (ou prefeituras onde o ELI abarcar mais de um município), pode garantir maior alinhamento entre os atores e assim fortalecer o desenvolvimento econômico de cada cidade, deve ser um ponto de incentivo concreto por parte do governo estado, incluindo aporte de recursos.
O SEBRAE vem fazendo um excelente trabalho nos sete ELIs mencionados acima, com consultorias em metodologia de governança, capacitação de lideranças e monitoramento de indicadores de desempenho. Entretanto, ele não pode atuar sozinho e muito menos de forma continua.
O governo, as empresas (seja as de base tecnológica ou as “tradicionais”, visto que o ganho será para toda a economia) e suas entidades locais (Associações Comerciais e CDLs, por exemplo) devem estar engajadas neste esforço! Todos vão sair ganhando.
Eleições 2026: Sugestões ao Candidatos a Governador da Paraíba, para desenvolver e incrementar, os Ecossistemas Locais de Inovação (III)
Outra sugestão é aumentar/facilitar o “Acesso a Crédito e Investimento para Startups”. Apesar do crescimento do empreendedorismo inovador, ainda há escassez de capital nas fases iniciais do negócio.
Aqui vale aplaudir e destacar o “Programa Centelha”, gerido no estado pela FAPESQ – Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba, em parceria com a FINEP e o CNPq, “programa nacional que visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e fortalecer a cultura empreendedora, disponibilizando recursos financeiros (subvenção econômica), capacitações e mentorias para transformar ideias em negócios”.
O governo estadual pode/deve, em parceria com o SEBRAE, estruturar fundos de investimento locais, programas de subvenção econômica e mecanismos de garantia de crédito, conjuntamente com “preferência de compra para soluções apresentadas pelas startups, em Hackathons promovidos pelos ELIs”.
Evidentemente que essa iniciativa deve ser adequada à realidade de cada cidade, considerando vocações locais, como por exemplo, tecnologia e economia criativa em Campina Grande.
Outro ponto importante que merece atenção é a formação de Recursos Humanos. Ninguém discorda que a base de qualquer Ecossistema inovador é o capital humano. Programas integrados apoiados pelo governo, entre escolas públicas e privadas, universidades e o SEBRAE podem ampliar a formação em empreendedorismo, tecnologia e inovação, começando pelo ensino fundamental e médio.
Além disso, iniciativas de capacitação prática, como laboratórios de inovação e programas de pré-aceleração, podem preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho, em todas as regiões do estado.
Eleições 2026: Sugestões ao Candidatos a Governador da Paraíba, para desenvolver e incrementar, os Ecossistemas Locais de Inovação (IV)
Embora Campina Grande e João Pessoa já possuam Ecossistemas mais desenvolvidos, cidades como Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira e Monteiro e mais recentemente, Mamanguape, ainda estão em fase de consolidação.
Políticas específicas de interiorização – como hubs regionais, coworkings públicos, incentivos fiscais e programas de atração de startups – podem reduzir desigualdades e estimular o desenvolvimento equilibrado no estado. A integração/colaboração entre os Ecossistemas atuais e futuros, deve ser sempre buscada.
Outra sugestão é incentivar as “empresas tradicionais” a participarem de Programas de Inovação Aberta. A maior parte da economia paraibana ainda está baseada em negócios tradicionais e se faz necessário inseri-las no contexto da “nova economia’.
Isso inclui desde digitalização de processos até adoção de tecnologias como IA (Inteligência Artificial), e-commerce, automação e análise de dados.
Por fim, é muito importante estabelecer indicadores claros para medir o desempenho dos Ecossistemas e os investimentos sendo realizados, através de mecanismos (sistemas) de acompanhamento contínuo, permitindo ajustes nas políticas públicas e maior transparência nas ações.
O fortalecimento dos Ecossistemas Locais de Inovação na Paraíba exige mais do que iniciativas isoladas: demanda visão estratégica, continuidade administrativa e articulação institucional.
Ao incorporar propostas como essas em seus Planos de Governo, os candidatos poderão contribuir para posicionar a Paraíba como um polo forte de Inovação no Nordeste, com impactos diretos na qualidade de vida da população, na geração de emprego, renda e na competitividade regional e nacional.
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