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Professor Titular aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
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Durante a formação acadêmica e ao longo da carreira profissional, pesquisadores ativos, muitas vezes, precisam escolher um bom título que possa refletir de forma adequada o conteúdo do documento produzido, desde o trabalho monográfico de conclusão de curso de graduação até a tese de doutorado. Em qualquer dessas situações, o que caracteriza um bom título é o fato de ele ser conciso, informativo e direto ao ponto.
O mesmo critério pode ser adotado na produção literária destinada ao mercado editorial. Nesse caso, para despertar o interesse do público, a escolha de um bom título é importante, mas não suficiente. O apelo comercial começa com uma forte campanha de marketing e divulgação nas plataformas digitais, mesmo antes de o produto começar a ser comercializado.
No campo do empreendedorismo, a escolha do nome de uma marca é um dos momentos mais delicados, pois se trata de um processo que combina imaginação, planejamento estratégico e sensibilidade.
Em termos práticos, essa escolha está centrada em um conjunto complexo de valores e atributos, tangíveis e intangíveis, que contribuem para uma maior valorização do produto ou do empreendimento, funcionando como elementos exclusivos de diferenciação em relação aos similares.
Assim, ao adquirir um produto, o consumidor não compra apenas um bem, mas todo o conjunto de valores e atributos inerentes à marca. Nesse cenário, há marcas que se tornam tão fortes que acabam sendo confundidas com o próprio produto. Para ilustrar, seguem dois exemplos: “Gillette”, que se tornou sinônimo de lâmina de barbear, e “Xerox”, confundida com qualquer tipo de fotocópia.
Para além do mundo acadêmico, do mercado editorial e do empreendedorismo, há um momento singular no ambiente familiar: a gravidez e o nascimento de uma criança. Em geral, antes mesmo de ela vir ao mundo, os pais começam a imaginar como será chamada.
No século passado, havia um grande respeito pela tradição familiar. Em muitas casas, bastava nascer o primogênito para o nome do avô ser automaticamente lembrado. E, se fosse menina, o da avó. Essa era a maneira de manter viva a memória da ancestralidade.
Ainda hoje conheço pessoas cujos nomes foram escolhidos para homenagear o santo ou a santa do dia do nascimento; há também aqueles escolhidos por promessas feitas pelos pais ou avós. No meu caso, por exemplo, meu nome foi escolhido por minha avó paterna para cumprir uma promessa feita a São Benedito.
Mas tudo muda. Com o passar dos anos, percebi que os nomes começaram a seguir modismos decorrentes da influência exercida pelos veículos de comunicação, em particular pelo rádio e pela televisão. Novos nomes foram surgindo para homenagear personagens de novelas, artistas, jogadores de futebol, políticos, atores e atrizes de cinema.
Atualmente, fenômenos mais recentes, como as redes sociais, os influenciadores digitais e as plataformas de streaming, exercem papel semelhante e, em muitos casos, ainda mais intenso do que o rádio e a televisão na popularização de nomes.
Conheço também exemplos de casais que decidem inovar, fundindo os nomes do pai e da mãe para criar o do filho ou da filha, em vez de homenagear os antepassados. Nesses casos, é como se os dois quisessem deixar, de maneira explícita, uma marca de si mesmos na identidade dos filhos, como se uma nova geração tivesse início com eles, o que nem sempre ocorre.
Dessa forma, quando se mantêm os limites entre originalidade e exagero na criação de nomes, a escolha permanece livre. Contudo, como toda escolha, ela requer bom senso. A busca pela originalidade não deve obscurecer a simplicidade nem criar embaraços na vida futura da criança, a ponto de algumas pessoas sentirem vergonha do nome recebido e passarem a adotar outra denominação.
Por fim, seja herdado dos avós, inspirado em personagens religiosos, em nomes de artistas ou de políticos, ou criado pela fusão dos nomes dos pais, o que realmente importa é o bom senso e o amor com que o nome da criança foi escolhido. Além disso, vale lembrar que o nome é uma marca para toda a existência, pois estará presente nos documentos oficiais e será pronunciado na escola, no trabalho e em eventos públicos.
Leia a coluna anterior:
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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