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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Não, não venho falar de conexão em aeroportos, das inúmeras horas que passamos entre embarques e esperas, quando uma sala VIP até ajuda, se não estiver cheia, mas, no fundo, não resolve. A conexão de que falo é outra. Mais sutil, mais profunda… e infinitamente mais transformadora.
Conectar-se com o que fazemos não é apenas um detalhe: é o que dá sentido, profundidade e verdade à nossa própria existência. Quando estamos presentes de corpo, mas ausentes de mente, algo essencial se rompe. É como conversar com uma amiga e, por alguns instantes, deixar o olhar escapar, permitir que o pensamento vagueie… de repente, perdemos o fio da meada e, com ele, a essência daquele encontro. A conexão se enfraquece, o momento deixa de ser inteiro.
O mesmo acontece em experiências mais profundas, como quando estamos em um espaço espiritual. Podemos estar ali, aparentemente envolvidos, mas basta um pequeno desvio de atenção para que a mente nos leve para longe. E, nesse instante, a conexão com o divino se dissolve. Permanecemos fisicamente no mesmo lugar, mas espiritualmente deslocados, vulneráveis, distantes daquilo que nos eleva, nos sustenta e nos protege.
Conectar-se exige presença. Exige entrega. Exige a decisão consciente de estar inteiro, sem fragmentos, sem distrações que roubam o agora. Porque é na presença que a vida, de fato, acontece.
E existem conexões que vão além das palavras. Às vezes, basta um olhar para que tudo seja dito. Uma troca silenciosa, mas carregada de significado. Há encontros em que a energia fala mais alto que qualquer discurso, porque somos, essencialmente, energia. E a energia não mente, não disfarça, não engana. Ela revela.
Mas, além da conexão com o Divino, há também aquela que nos liga ao que verdadeiramente desejamos viver. Quando o pensamento foca, o cérebro direciona e o coração acolhe, algo se alinha e então, se realiza. O que queremos já existe. Está em algum lugar, aguardando ser encontrado. Como ao discar o número de alguém com quem desejamos falar, ou seguir um GPS que, com precisão, nos conduz ao destino.
A casa em que moro hoje já foi, um dia, desenhada em cadernos, imaginada em detalhes, sentida antes mesmo de existir. O marido e os filhos que tenho foram, primeiro, sonhos silenciosos habitando minha mente e meu coração. Os países que conheci nasceram em livros, ganharam forma em pensamentos e foram visitados inúmeras vezes antes que meus pés tocassem seus caminhos.
Mas desejar e focar é apenas parte da jornada. A outra parte, essencial, é agir. É fazer o que nos cabe, com dedicação, coragem e verdade. Há um encontro entre o que sonhamos e o que realizamos, e ele acontece quando compreendemos que fé não dispensa movimento.
Deus faz a Sua parte. E nós, inevitavelmente, precisamos fazer a nossa.
No fim, conectar-se é isso: alinhar intenção, presença e ação. Porque não basta existir, é preciso participar da própria vida, com consciência, inteireza e propósito.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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