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Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.
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Recentemente, a UFCG – Universidade Federal de Campina Grande divulgou matéria em seu “Portal na Internet” (replicada pela imprensa local) que “contará, ainda em 2025, com um Centro de Transformação Digital Multissetorial e Multiusuário (CTDMM) voltado à “Computação de Alto Desempenho” e à IA (Inteligência Artificial)”, reforçando, ainda mais, a universidade como centro de excelência nas áreas de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, em nível nacional e internacional.
Segundo ainda a matéria, o CTDMM “terá o supercomputador mais poderoso do Nordeste e o primeiro do Brasil a ser equipado com GPUs NVIDIA B200 com refrigeração líquida”.
Na coluna de hoje, pretendo trazer mais informações/dados sobre este “supercomputador” e sua importância para P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) relacionada a IA na UFCG.
Vale destacar que a “história parece se repetir” (um “déjà vu”?), lembrando que em 1967 foi instalado o primeiro computador do Norte e Nordeste do Brasil no Núcleo de Processamento de Dados da Escola Politécnica de Campina Grande, precursora da atual UFCG.
Essa história, inclusive, consta do livro “Ecossistema de Inovação de Campina Grande: Sua trajetória e conexão com o Sebrae Paraíba”, recém lançado.
Computador com GPU Nvidia B200 impulsiona avanços em pesquisa de IA na UFCG (II)
A instalação desse “supercomputador” no “Edifício Telmo Araújo”, no Centro de Engenharia Elétrica e Informática (CEEI) da UFCG é de extrema importância, visto que o avanço da IA depende, cada vez mais, de poder “computacional massivo”.
Nesse cenário, os computadores equipados com a nova “GPU (Unidade de Processamento Gráfico) Nvidia B200” (modelo do equipamento a ser recebido pela UFCG), da linha “Blackwell”, estão ganhando protagonismo em laboratórios de pesquisa e centros de inovação ao redor do mundo.
Lançada em 2024, a “B200” é considerada uma das placas gráficas mais potentes já desenvolvidas para aplicações em IA. Fabricada pela empresa americana “Nvidia” em parceria com a empresa de Taiwan “TSMC” (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, maior fabricante de chips de computador do mundo), a GPU da Nvidia conta com “208 bilhões de transistores” e pode alcançar até “20 petaflops em operações de IA” dependendo da configuração.
O chip utiliza a arquitetura “Blackwell” e tem memória de “alta largura de banda”, essencial para o treinamento de grandes Modelos de Linguagem (LLMs).
Como ainda não foi divulgado o fabricante do futuro Computador da UFCG, apresento aqui alguns fabricantes que já incorporaram a “B200” em seus servidores e computadores. Entre eles estão a “Dell, a HPE, a Supermicro e a Lenovo”, além de soluções personalizadas (sem marca definida) desenvolvidas por integradores de “Data Centers”.
Computador com GPU Nvidia B200 impulsiona avanços em pesquisa de IA na UFCG (III)
Essas máquinas/sistemas são voltadas para aplicações que vão desde “treinamento de modelos de IA generativa” até para uso em “simulações científicas complexas”, passando por áreas como “biotecnologia, clima, energia e segurança cibernética”.
Como o objetivo da universidade “é ampliar a capacidade e recursos dedicados à formação de alunos e pesquisadores, impulsionando pesquisas e soluções tecnológicas em áreas estratégicas, a exemplo de Modelos complexos de IA; Modelagem matemática avançada; Simulações de sistemas físicos e industriais; Internet das Coisas (IoT); Segurança cibernética e Computação quântica simulada”; é bem provável que um dos fabricantes acima listados, deve ser o escolhido.
Para instalação da máquina, segundo informações da UFCG, serão necessárias adequações no Edifício Telmo Araújo, entre elas uma nova estrutura para atender a demanda de energia e de dados, assim como a instalação de um sistema de refrigeração exclusivo, incluindo tubulação para circulação do líquido refrigerante.
Além disso, vão ser definidas “políticas de acesso, uso compartilhado, capacitação e governança, assegurando a sustentabilidade do novo computador”
Computador com GPU Nvidia B200 impulsiona avanços em pesquisa de IA na UFCG (IV)
Certamente, um desafio a ser enfrentado é o consumo de energia. A “GPU Nvidia B200” pode demandar até “1000 watts por unidade”, o que faz com que servidores equipados com múltiplas placas deste modelo cheguem facilmente a dezenas de quilowatts de consumo.
Para lidar com essa intensidade, fabricantes têm adotado sistemas de “refrigeração líquida direta (Direct Liquid Cooling – DLC)”, considerados mais eficientes do que a refrigeração a ar tradicional. Esse tipo de solução garante maior estabilidade térmica e aumenta a vida útil dos componentes. Tudo indica que será esta a solução a ser utilizada pela UFCG.
Vale ainda mencionar que no Brasil outras instituições de pesquisa e inovação estão de olho nesse salto tecnológico. A adoção desses computadores (com B200) marca um salto tecnológico significativo.
Essas máquinas que “associam potência bruta e eficiência de memória” vão impulsionar projetos de IA em áreas críticas como saúde, clima, biotecnologia, modelos de linguagem e segurança cibernética, destacando o país em infraestrutura de pesquisa de IA de nível global. E Campina Grande, com seu pujante “Ecossistema de Inovação”, estará de certa forma também na vanguarda deste esforço.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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