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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Há três coisas que sempre aparecem: o sol, a lua e a verdade. Assim como o dia não consegue esconder a luz que nasce no horizonte, nem a noite consegue ocultar o brilho sereno que insiste em atravessar a escuridão, também a verdade encontra caminhos para se revelar. Não importa o quanto se tente abafá-la, ela emerge. A própria Bíblia já anuncia esse destino inevitável: nada ficará escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido.
Mas a verdade nem sempre chega fazendo barulho. Muitas vezes, ela não grita, apenas sussurra. Ela se manifesta nos gestos pequenos, nas atitudes quase invisíveis, na linguagem que não precisa de palavras. É a verdade que se revela quando alguém, silenciosamente, afasta uma cadeira para evitar um tropeço; quando coloca a mão na quina da mesa para proteger a cabeça distraída de quem se abaixa; quando ajuda a erguer uma mala pesada ou estende a mão a quem precisa atravessar a rua. São nesses detalhes que mora uma verdade limpa, simples e inteira de uma pessoa boa.
Há também as verdades mascaradas. Aquelas que se escondem por conveniência, que vestem sorrisos enquanto precisam de você, mas que, ao se verem saciadas, retiram a máscara e deixam à mostra garras e caninos afiados. Essas verdades tardam, mas não falham: aparecem no tom de voz que muda, na ausência que se instala, na frieza que substitui o afeto. Porque até o fingimento tem prazo de validade e quase sempre é curto. Máscaras não resistem por muito tempo, nem mesmo ao peso do próprio cinismo.
Nos relacionamentos amorosos, a verdade também se revela em contraste. Ela pode vir em palavras que constroem ou em silêncios que destroem. Um casal cercado por vozes contrárias dificilmente floresce. Já os amores longevos carregam uma verdade que não precisa de espetáculo: ela se traduz em cumplicidade. Está no gesto de cobrir o outro durante o sono, no carinho distraído nas costas, na conversa com o mundo sem soltar a mão de quem caminha ao lado e naquele olhar breve que diz tudo: “estou te vendo, estou contigo”.
A verdade nem sempre é bonita, mas é sempre nítida. Tem olhos límpidos. E quando chega, costuma vir acompanhada de sinais que os sentidos reconhecem antes mesmo da razão aceitar.
Há coisas que não se escondem como o cheiro de manga madura, de jaca aberta, de perfume no ar ou de churrasco assando. Assim também são certas verdades: impregnam o ambiente, denunciam presenças, revelam intenções.
Podemos até tentar disfarçar, negar, encobrir. Mas a verdade tem um jeito próprio de existir: ela insiste, persiste e, inevitavelmente, aparece. Como o sol, como a lua… e como ela mesma: a verdade.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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