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Alexandre Moura

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Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

2025: o ano em que a inteligência artificial “dominou” os investimentos globais

Por Alexandre Moura
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 7:53

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No ano passado, a IA (Inteligência Artificial) deixou de ser apenas um “tema/assunto tecnológico” para se consolidar em nível global, como o “principal destino” de investimentos em capital e em talentos (Recursos Humanos) no segmento econômico de tecnologia.

Levantamentos recentes mostram que o setor não apenas elevou exponencialmente os aportes financeiros em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) comparando com 2024, mas também, intensificou a corrida por profissionais qualificados e “estratégias/políticas governamentais” de longo prazo.

Segundo o documento, “2025 AI Funding Report” (Relatório de Financiamento de IA 2025) – elaborado conjuntamente pela empresa “Crunchbase” (principal Plataforma de Inteligência de Mercado do mundo, com informações sobre empresas privadas e públicas) e pela organização “HumanX” – os investimentos globais em empresas de IA superaram a marca de “R$ 1 trilhão no ano passado”, um crescimento de 85% em relação a 2024.

Esse total representa cerca da “metade de todo o Capital de Risco (Venture Capital) investido globalmente” em 2025 — um marco histórico que consolida a IA como o setor mais atrativo para investidores.

O fluxo de recursos concentrou-se, de maneira particularmente intensa, em Startups e Empresas especializadas em soluções de/com IA, com grandes rodadas de financiamento para nomes que lideram tanto o desenvolvimento de “modelos de linguagem avançados quanto a infraestrutura que os suporta”.

2025: O Ano em Que a Inteligência Artificial “Dominou” os Investimentos Globais (II)

Um exemplo disso é a região “San Francisco Bay Area”, nos Estados Unidos, que se destacou como o principal destino desses recursos, absorvendo mais de 60% dos investimentos totais em IA no período, segundo dados do Portal de Notícias especializado em economia digital, “Dataconomy”. Essa concentração reflete a persistente liderança norte-americana na corrida tecnológica global, em especial em IA.

Segundo matéria publicada no “Wall Street Journal”, além de Capital de Risco, grandes empresas de tecnologia intensificaram seus “gastos corporativos em/com IA”. Gigantes como a “Meta Platforms” anunciaram planos de Ramp up (“processo de aceleração gradual de operações, produção ou vendas em uma empresa, visando atingir a capacidade máxima de forma controlada”) bilionário em CapEx (Capital Expenditure – investimentos de capital feitos por uma empresa para adquirir, melhorar ou manter ativos físicos e de longo prazo), voltados para IA e infraestrutura de datacenters. Mostrando assim, que os investimentos em tecnologia de IA não se limitam a startups, mas também a “players” estabelecidos que buscam manter competitividade em uma “era dominada por algoritmos e modelos generativos”.

Este gigantesco investimento financeiro, no entanto, levantou outra frente de disputa: “a competição por Talentos em IA”. O crescimento rápido das equipes especializadas e a escassez de profissionais qualificados, têm sido mencionados como um dos principais gargalos para muitas empresas e programas governamentais.

2025: O Ano em Que a Inteligência Artificial “Dominou” os Investimentos Globais (III)

Estudos globais apontam que, embora a adoção de IA esteja em expansão – com cerca de 20% das empresas, em nível mundial, relatando uso efetivo dessa tecnologia em seus negócios – a disponibilidade de mão de obra treinada permanece desigual, concentrada em poucos países e em alguns “Hubs de Tecnologia”, segundo informações da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Relatórios de competitividade em “Capital Humano” destacam que existem aproximadamente “três milhões de profissionais de IA no mundo”, dos quais “70% estão concentrados em apenas cinco países”.

Isso cria uma clara vantagem para nações, centros educacionais e polos de tecnologia, que conseguem atrair e formar esse tipo de especialista, ao mesmo tempo que pressiona outros países a expandirem seus programas de capacitação (Brasil incluído), para não ficarem ainda mais para trás nessa “corrida”.

No contexto brasileiro, o ano de 2025 mostrou sinais de maturidade no tema, embora em escala distinta (e muito tímida) da observada nas principais economias mundiais. Políticas públicas e iniciativas de fomento ganharam destaque: o BNDES e a FINEP já aprovaram aproximadamente “R$ 5,4 bilhões em apoio a Projetos de/com IA no período de janeiro de 2023 até setembro do ano passado”, abrangendo crédito e investimentos diretos em empresas do segmento.

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Esse financiamento público tem sido direcionado para áreas como “desenvolvimento de hardware, software, infraestrutura de cloud e data centers”, além de “soluções de IA aplicadas a setores estratégicos específicos” como indústria, transportes e saúde.

Paralelamente, o governo federal estabeleceu o “Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028”, com um compromisso de investimento total estimado em mais de R$ 23 bilhões até 2028, voltado a fomentar P&D e também, capacitação de profissionais.

Embora as iniciativas de formação e políticas públicas sejam passos positivos, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos na formação de “Capital Humano” especializado.

A escassez de profissionais treinados em IA é um obstáculo tanto para startups quanto para grandes empresas, exigindo esforços coordenados entre universidades, setor privado e governo, para fechar essa lacuna.

Os números de 2025 (e os de 2026 não devem ser diferentes) indicaram um cenário (em nível global) de “crescimento acelerado e de maior integração entre capital financeiro, infraestrutura e talentos humanos”. Especialistas acreditam que a IA não será apenas “uma tecnologia de transformação, mas também uma infraestrutura econômica e social de impacto e central, para as próximas décadas”.

As tendências sugerem que os investimentos continuarão crescendo não apenas em volume, mas em complexidade, com aplicações cada vez mais presentes e transformadoras, em setores tradicionais e emergentes.

Na próxima coluna voltarei ao tema, focando nos “setores estratégicos da economia” que mais captaram estes investimentos em IA.

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