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Arimatéa Souza

Para não ter que apagar a luz

Arimatéa Souza
Publicado em 6 de abril de 2026 às 0:05

Esta coluna já tornou uma tradição a publicação de trechos das pregações papais durante o Tríduo Pascal (Semana Santa).

A seguir, a síntese das celebrações pioneiras desse período, por parte do Papa Leão XIV, começando pela chamada ´Missa do Crisma´ na última quinta-feira.

Efeitos

“A liberdade de Jesus muda o coração, cura as feridas, perfuma e faz brilhar os nossos rostos, reconcilia e reúne, perdoa e ressuscita.

Sem acomodação

“Sabemos que ser enviado implica, em primeiro lugar, um desapego, ou seja, o risco de deixar o que é seguro e familiar para se aventurar no novo (…) Jesus chamará outros a partir, a arriscar, para que nenhum lugar se torne um recinto; nenhuma identidade, um esconderijo.

Não à hesitação

“Não há missão sem reconciliação com as nossas origens, com os dons e as limitações da formação recebida; mas, ao mesmo tempo, não há paz sem partidas, não há consciência sem desapego, não há alegria sem correr riscos.

Essência

“O amor só é verdadeiro se estiver desarmado – desprovido de muitos empecilhos e sem nenhuma ostentação.

“Esperança”

“Quantas ressurreições nos são dadas experimentar quando, livres de uma atitude defensiva, descemos ao serviço como a semente à terra! Na vida, podemos passar por situações em que tudo parece ter chegado ao fim. Perguntamo-nos, então, se a missão terá sido inútil. É verdade: ao contrário de Jesus, vivemos também fracassos que dependem da nossa insuficiência ou da dos outros, muitas vezes de um emaranhado de responsabilidades, luzes e sombras. Mas podemos fazer nossa a esperança de muitos testemunhos.

Superação

“Esta saudação resume o caminho de Jesus num mundo dividido entre potências que o devastam. No seu seio surge um povo novo, não de vítimas, mas de testemunhas. Nesta hora sombria da história, foi do agrado de Deus enviar-nos para difundir o perfume de Cristo onde reina o odor da morte. Sim, aqui estamos! Superemos o sentimento de impotência e de medo! Anunciamos a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição”.

Missa da Ceia do Senhor

“Nós devemos ´aprender´ sempre de novo que a grandeza de Deus é diversa da nossa ideia de grandeza (…) porque sistematicamente desejamos um Deus do sucesso e não da Paixão, conforme as palavras do Papa Bento XVI, que admitem com lucidez que somos sempre tentados a procurar um Deus que “nos sirva” e nos faça vencer, que seja prestativo como o dinheiro e o poder.

“Onipotência de Deus”

“Não compreendemos, porém, que Deus nos serve de verdade, sim, mas com o gesto gratuito e humilde de lavar os pés: eis a onipotência de Deus. Assim se cumpre a vontade de dedicar a vida a quem, sem este dom, não pode existir. Por causa do seu amor, o Senhor ajoelha-se para lavar o homem. E o dom divino transforma-nos.

Exemplo

“Com o seu gesto, Jesus purifica a nossa imagem de Deus das idolatrias e blasfémias que a mancharam, mas purifica também a nossa imagem do homem, que se considera poderoso quando domina, que quer vencer matando quem lhe é igual, que se considera grande quando é temido. Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Cristo dá-nos, pelo contrário, um exemplo de dedicação, serviço e amor.

“Agir com Deus”

“Precisamos do seu exemplo para aprender a amar, não porque sejamos incapazes disso, mas precisamente para nos educarmos a nós próprios, e uns aos outros, no amor verdadeiro. Aprender a agir como Jesus. Sinal que Deus imprime na história do mundo, é tarefa para a vida inteira.

Imitação

“O seu exemplo não é dado quando todos estão felizes e o amam, mas na noite em que foi traído, na escuridão da incompreensão e da violência, para que fique bem claro que o Senhor não nos ama porque somos bons e puros: Ele ama-nos e, por isso, nos perdoa e purifica (…) O exemplo dado por Jesus não pode, pois, ser imitado por conveniência, de má vontade ou com hipocrisia, mas apenas por amor.

“Servir como Jesus serviu”

“Portanto, deixar-nos servir pelo Senhor é condição para servir como Jesus serviu (…) N’Ele, Deus deu o exemplo não de como se domina, mas de como se liberta; de como se doa a vida e não de como se a destrói.

Vigília Pascal

“Depois de ter percorrido, nos últimos dias, como numa única grande celebração, os mistérios da Paixão do Deus que por nós se fez ´alguém cheio de dores´, ´menosprezado e desconsiderado´, torturado e crucificado. Existe caridade maior? Existe gratuidade mais completa? O Ressuscitado é o próprio Criador do universo que, tal como nos primórdios da história nos deu a existência a partir do nada, assim também na cruz, para nos mostrar o seu amor sem limites, nos deu a vida.

“Sepulcros para abrir”

“Também nos nossos dias não faltam sepulcros para abrir, e muitas vezes as pedras que os fecham são tão pesadas e tão bem vigiadas que parecem inamovíveis. Algumas oprimem o coração do homem, como a desconfiança, o medo, o egoísmo, o rancor; outras, consequência daquelas que se encontram no interior, destroem os vínculos entre nós, como é o caso da guerra, da injustiça, do fechamento entre povos e nações. Não nos deixemos paralisar por elas!

Gestos ao longo dos séculos

“Muitos homens e mulheres, ao longo dos séculos, com a ajuda de Deus, removeram-nas, talvez com grande esforço e por vezes à custa da própria vida, mas com frutos de bem dos quais ainda hoje beneficiamos. Não se trata de personagens inacessíveis, mas de pessoas como nós que, fortalecidas pela graça do Ressuscitado, na caridade e na verdade, tiveram a coragem de falar, como diz o Apóstolo Pedro, ´para transmitir palavras de Deus´.

Florescer

“Deixemo-nos inspirar pelo seu exemplo e, nesta Noite Santa, façamos nosso o seu empenho, para que, em todo o lado e sempre, cresçam e floresçam no mundo os dons pascais da concórdia e da paz”.

Missa do domingo (da ressurreição)

“Este anúncio pascal abraça o mistério da nossa vida e o destino da história, alcançando-nos nas profundezas dos abismos da morte, onde nos sentimos ameaçados e, por vezes, oprimidos. Ele abre-nos à esperança que não falha, à luz que não se põe, àquela plenitude de alegria que nada pode apagar.

Infortúnio

“Dentro de nós, quando o fardo dos nossos pecados nos impede de voar; quando as desilusões ou a solidão que experimentamos esgotam as nossas esperanças; quando as preocupações ou os ressentimentos sufocam a alegria de viver; quando estamos tristes ou cansados, quando nos sentimos traídos ou rejeitados, quando temos de lidar com a nossa fraqueza, com o sofrimento, com o desgaste do dia a dia, parecendo que fomos parar a um túnel do qual não vemos a saída.

Sinais exteriores

“Mas também fora de nós, a morte está sempre à espreita. Vemo-la presente nas injustiças, nos egoísmos de parte, na opressão dos pobres, na escassa atenção para com os mais fracos. Vemo-la na violência, nas feridas do mundo, no grito de dor que se eleva de todas as partes devido aos abusos que oprimem os mais vulneráveis, devido à idolatria do lucro que saqueia os recursos da terra, devido à violência da guerra que mata e destrói.

“Alargar o coração”

“Nesta circunstância, a Páscoa do Senhor convida-nos a erguer o olhar e a alargar o coração. Ela continua a alimentar, no nosso espírito e no percurso da história, a semente da vitória prometida. Ela põe-nos em movimento, tal como Maria Madalena e os Apóstolos, para nos fazer descobrir que o sepulcro de Jesus está vazio e que, por isso, em cada morte que experimentamos, há também espaço para uma nova vida que renasce.

“Permanece conosco”

“O Senhor está vivo e permanece conosco. Através de frestas de ressurreição que surgem na escuridão. Ele entrega o nosso coração à esperança que nos sustenta: o poder da morte não é o destino último da nossa vida.

Renascimento

“De uma vez para sempre, estamos orientados para a plenitude, porque, em Cristo ressuscitado, também nós somos ressuscitados (…) Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual.

Desabrochar

“É verdade que muitas vezes parece que Deus não existe: vemos injustiças, maldades, indiferenças e crueldades que não cedem. Mas também é certo que, no meio da obscuridade, sempre começa a desabrochar algo de novo que, mais cedo ou mais tarde, produz fruto (citação de homilia do papa Francisco).

“Luz da vida”

“É deste canto de esperança que hoje precisamos. E somos nós, ressuscitados com Cristo, que devemos levá-lo pelas estradas do mundo. Corramos, pois, como Maria Madalena, anunciemo-lo a todos, levemos com a nossa vida a alegria da ressurreição, para que, onde quer que ainda paira o espectro da morte, possa brilhar a luz da vida”.

Mensagem Urbi et orbi

(À cidade de Roma e ao mundo)

“A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio. Uma vitória a um preço muito alto: Cristo, o Filho do Deus vivo, teve de morrer, e morrer numa cruz, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue.

Transformação

“A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta. É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada.

Sensações distintas

“Diante do sepulcro vazio, podemos encher-nos de esperança e admiração, como os discípulos, ou de medo, como os guardas e os fariseus, obrigados a recorrer à mentira e ao subterfúgio para não reconhecerem que aquele que fora condenado tinha realmente ressuscitado.

“Luz da Páscoa

“À luz da Páscoa, deixemo-nos surpreender por Cristo! Deixemos transformar o nosso coração pelo seu imenso amor por nós! Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!

Inoculados

“Estamos a habituar-nos à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências económicas e sociais que produzem e que todos sentimos.

“Desejo de morte”

“Há uma ´globalização da indiferença´ cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao Papa Francisco, que há um ano dirigiu ao mundo as suas últimas palavras, recordando-nos: ´Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo!´

 Não à indiferença

“A cruz de Cristo recorda-nos sempre o sofrimento e a dor que envolvem a morte, e o tormento que ela acarreta. Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar. Não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!

“Ama a ressurreição!

“Santo Agostinho ensina: ´Se tens medo da morte, ama a ressurreição!´ Amemos também nós a ressurreição, que nos recorda que o mal não é a última palavra, porque foi derrotado pelo Ressuscitado.

“Imploremos ao Senhor”

“Neste dia de festa, abandonemos toda a vontade de contendas, domínio e poder, e imploremos ao Senhor que conceda a sua paz ao mundo atormentado pelas guerras e marcado pelo ódio e pela indiferença, que nos fazem sentir impotentes perante o mal”.

Casa nova

Após as devidas garantias legais e respectivas documentações, os vereadores campinenses Alexandre Pereira e Carol Gomes deixaram o União Brasil e se filiaram ao Partido Liberal, visando a participação no processo eleitoral deste ano – deputação estadual e federal, respectivamente.

Compromissos mantidos

“Quem me acompanha sabe: minhas bandeiras sempre foram trabalho, coragem, fé e a defesa de quem produz. Agora, esse compromisso ganha uma nova casa”, frisou Alexandre nas redes sociais.

O detalhe

O 1º suplente do União Brasil em Campina (no exercício do mandato), Plinio Gomes, também ingressou no PL.

Outro rumo

Outro grupo de edis eleitos pelo União Brasil em Campina Grande optou pela filiação ao Podemos, legenda liderada pelo deputado federal Romero Rodrigues: Rafafá e Fabiana Gomes (licenciada).

O suplente Aldo Cabral também entrou do Podemos.

Da boca de…

“… Chego ao Progressistas com o mesmo compromisso de sempre: trabalhar incansavelmente pela nossa gente…” (deputado estadual João Gonçalves, ex-PSB).

Meia volta

A ex-deputada e ex-secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba, Pollyanna Werton, deixou ´no altar´ a direção estadual do União Brasil.

Nas horas finais para filiação, ela quedou-se aos argumentos do deputado Aguinaldo Ribeiro.

“Agregar pautas”

“Meu nome é fruto de um projeto que tem continuidade na Paraíba, ao lado do governador Lucas Ribeiro. Foi a partir desse convite que decidi integrar o partido, para agregar pautas que sempre defendi, especialmente o olhar para os que mais precisam em nosso estado”, justificou Pollyanna.

Dia do “cheguei”

Será às 10h30 de hoje a solenidade ´festiva´ de posse de Léo Bezerra como prefeito de João Pessoa.

Ocorrerá no centro cultural chamado popularmente de ´Conventinho´, no bairro Varadouro.

Engrossar a “cauda”

O deputado estadual Tião Gomes consumou a sua filiação ao Republicanos para concorrer a um mandato de deputado federal.

“Tião é uma das maiores lideranças do Brejo paraibano”, assinalou o deputado Hugo Motta, presidente do Republicanos na Paraíba.

“Eu pensava que iria abandonar a política”, comentou Tião.

Meta ampliada

De sua parte, o deputado-presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, avaliou que a chegada de Tião no REP “abre a possibilidade concreta” de a legenda eleger quatro deputados federais no estado.

O detalhe

O Republicanos divulgou também a filiação do ex-comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Sérgio Fonseca, bem como a continuidade no partido do deputado estadual Márcio Roberto.

Da boca de…

“… As redes sociais são lugares de informação rápida e rasteira, ou tão rápida quanto rasteira…” (Ricardo Cavaliere, gramático e membro da Academia Brasileira de Letras).

Agenda serrana

O governador Lucas Ribeiro (PP) vai visitar hoje o hospital Clipsi, em Campina Grande, para anunciar uma parceria administrativa.

Por volta das 11 horas, Lucas dará posse aos novos secretários no Centro de Convenções Antonio Vital do Rêgo.

Desincompatibilizações

André Gomes, secretário de Cultura de Campina Grande, e Victor Ribeiro, superintendente da STTP, foram exonerados dos respectivos cargos, a pedido, ficando habilitados para eventual participação no processo eleitoral deste ano.

PSB virou ´nanico´ na Paraíba

Salvo as surpresas ainda ´incubadas´ e que só deverão aflorar nos próximos dias, o Partido Socialista Brasileiro na Paraíba, presidido pelo ex-governador João Azevedo, só conta agora com um deputado estadual, Chico Mendes, e nenhuma representação na Câmara Federal.

E nem tem como creditar o esvaziamento à oposição: a ´limpa´ no PSB foi feita predominantemente pelo fogo amigo (aliados): Republicanos e Progressistas.

 

Cargo na Codevasf virou ´moeda de troca´ nas negociações eleitorais na Paraíba…

 

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