Fissura interna no REP; outro golpe em João
Simbologia no voto
A recente pesquisa do Instituto Quaest sobre a sucessão presidencial foi a primeira contratada pelo Grupo Globo.
Além das aferições sobre intenções de votos, dimensão da rejeição dos postulantes e a avaliação do governo, o questionário buscou captar os desejos subjetivos do eleitor – razão de ser da democracia, mas de desprestígio crescente e evidente.
Esse recorte da pesquisa foi destacado no jornal O Globo. E vale a pena dar uma ´espiada´.
Imaginário
Pergunta submetida aos entrevistados: qual é o seu principal sonho?
Respostas: ter saúde: 19%; ter um lugar sem violência para viver: 15%; a felicidade da família e dos amigos: 12%; ter uma casa própria: 10%; uma educação boa para você e sua família: 10%; ter comida na mesa todo dia: 8%; ter seu próprio negócio: 5%; ver seus filhos na faculdade: 5%; não ter mais dívidas: 4%; ficar rico: 3%; ter um emprego bom: 3%; viajar/conhecer novos lugares: 3%.
Nova tarefa
A senadora Daniella Ribeiro (PP) foi anunciada ontem, pelo deputado Hugo Motta (Republicanos), como coordenadora da campanha do seu pai, Nabor Wanderley, para o Senado, na cidade de Campina Grande.
Inelegibilidade
Ainda sobre Daniella, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com outro pedido de impugnação de sua candidatura à 1ª suplência para o Senado, ao lado de Nabor Wanderley.
“A candidatura ao cargo de senador é juridicamente distinta da candidatura à suplência”, pontifica na ação o procurador regional eleitoral Marcos Queiroga.
Em separado
O procurador argumenta também que “embora os candidatos a cargos majoritários componham uma mesma chapa, as condições de elegibilidade, as causas de inelegibilidade e os demais requisitos pessoais são examinados individualmente no processo de registro de cada candidato”.
Vermelhão
Nesta segunda-feira, foram divulgados números mais precisos e impactantes do grupo Casas Bahia: dívidas acumuladas – R$ 17 bilhões e 300 milhões; credores – aproximadamente 28 mil; prejuízo registrado no segundo semestre de 2026 – R$ 10 bilhões e 100 milhões.
´Lei de Talião´
Indagado sobre o apoio ao ex-governador João Azevedo (PSB) para senador, o deputado estadual governista Jutay Meneses (Republicanos) externou mágoas: “A minha política é de respeito. Eu respeito quem me respeita. Quem não me respeita, será retribuído com a mesma moeda”.
Rumo às telas e ouvidos
“A Justiça Eleitoral da Paraíba faz na manhã de hoje o sorteio para a ordem de veiculação da propaganda no guia eleitoral no rádio na TV, bem como será oficializado o tempo dos candidatos na propaganda gratuita.
Saiu na frente
Antes mesmo do anúncio do apoio do prefeito Leo Bezerra (PSDB-JP) a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado, o vereador e presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), antecipou o seu apoio ao ex-prefeito de Patos, invocando a “relação” que mantém com o deputado Hugo Motta (Republicanos).
Reciprocidade
Dinho citou que o REP foi o “primeiro partido a declarar apoio à minha reeleição para a presidência da Câmara, com cinco vereadores”.
Igualmente, ele mencionou “alguns embates jurídicos após a reeleição”.
Hugo Motta “foi uma pessoa que abriu as portas para me defender em Brasília. Foram gestos que Hugo já fez comigo”.
Saia justa
No lançamento de sua campanha a deputado estadual, no domingo, Dinho impôs um constrangimento público a André Gadelha (MDB) – presente ao evento -, ao declarar publicamente o seu apoio a Nabor.
Sob sigilo
Por outro lado, o Ministério Público Eleitoral ingressou com Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Dinho, com pedido de adoção de segredo de justiça, uma vez que “a causa de pedir fática encontra-se diretamente ancorada nos elementos constantes de Ação Penal Eleitoral, que tramita perante a Justiça Eleitoral e se encontra, por determinação judicial, submetida a segredo de justiça”.
Consumação
O que já estava desenhado nos bastidores políticos há semanas foi propagado ontem: o apoio do prefeito Leo Bezerra ao candidato Nabor Wanderley.
Igualmente era aguardada a criação da ´Bancada de Patos´ na Câmara Municipal de João Pessoa, que ontem se soube ter cerca de 20 vereadores.
Protagonistas
A cerimônia para o anúncio formal ocorreu num hotel da orla da Capital, com as presenças de Leo Bezerra, do seu pai, deputado Hervazio Bezerra, de Hugo Motta e do seu pai Nabor, bem como os deputados estaduais Felipe Leitão e Tovar Correia Lima, ambos filiados ao MDB.
Além dos vereadores que integram a “bancada” acima referida.
Assembleísmo
A preocupação de Leo foi dar um contorno de colegialidade à decisão: “Os vereadores, os suplentes, os deputados, as lideranças foram todas ouvidas. Fizeram da mesma forma no Republicanos”.
“Não é uma decisão do prefeito Leo, mas do nosso grupo político, ouvindo cada um deles”, insistiu Leo.
Já na base
Noutro momento, o prefeito reforçou a mesma tecla: “Não foi uma decisão somente do prefeito Léo, mas de todos que estão comigo, que vão estar com o nosso candidato a senador, Nabor Wanderley, até porque o Republicanos já fazia parte da nossa gestão e da base na Câmara Municipal”.
Alijado
Para dar maior robustez às suas palavras, o prefeito da Capital fez uma crítica em perspectiva histórica: “Em todos cargos que eu passei, os lideres maiores nunca me chamaram para tomar as decisões”.
Proximidade
Leo também externou cumplicidade com o ´todo-poderoso´ Hugo Motta: “Temos uma relação de confiança e de amizade, acima de tudo. Nós somos amigos!”
Dúvidas no ar
Cícero Lucena foi ouvido previamente por Leo? Se foi, concordou com a opção feita?
Ampliação
Presidente estadual do Republicanos, Nabor Wanderley frisou que “o alinhamento reafirma uma parceria já existente entre o partido e o prefeito da capital”.
“Nós estamos ampliando essa parceria que foi construída lá atrás. O Republicanos sempre esteve no palanque de Leo, em todas as vezes que ele foi candidato, e renovamos esse alinhamento”, assinalou.
2028 “amarrado”
Ato continuo, Nabor comunicou que o apoio imediato foi vinculado ao pleito seguinte: “Estaremos presentes no compromisso da sua reeleição (2028), para que ele possa administrar mais uma vez o município de João Pessoa”
Nabor reforçou: “O Prefeito pode contar com o nosso partido, porque estaremos juntos com Leo quando ele for candidato à reeleição”.
Platitudes
Grande articulador do apoio de Leo Bezerra ao seu pai (Nabor), Hugo Motta iniciou as suas declarações buscando dar um verniz conceitual ao apoio: “Aqui nós temos o resultado de uma construção política que tem o povo da nossa capital como objetivo principal”.
Engajado
Mais adiante, Motta salientou que o Republicanos “fez parte das duas eleições em que o prefeito Leo participou, apoiando a sua reeleição. E faz parte da sua base de sustentação na Câmara de Vereadores, inclusive com dois dos nossos vereadores trabalhando e servindo à gestão como secretários de importantes pastas”.
“Nada mais natural e salutar do que estarmos aqui renovando essa parceria”, emendou.
Em dois tempos
“O que está acontecendo – prosseguiu Hugo – é um anúncio público de uma parceria que já existe e que está sendo reafirmada com a eleição de Nabor para o Senado e, claro, com o compromisso do Republicanos em seguir não só sendo da base aliada do prefeito Leo, mas também estarmos no seu palanque de reeleição na eleição de 2028”.
“A nossa aliança está reafirmada para agora e para o futuro”, cravou.
Desagregado
A decisão de Hugo Motta (de antecipar o apoio à reeleição de Leo) novamente não conseguiu o consenso dentro do Republicanos, como já havia acontecido no começo do mês quando o partido abriu mão da disputa pela vice-governadoria ao conseguir atrair a senadora Daniella Ribeiro (PP) para a chapa de Nabor Wanderley.
Outro golpe
Poucas horas após ter novamente proclamado que “nós estamos juntos”, numa referência à chapa por ele integrada juntamente com Lucas Ribeiro e Nabor Wanderley, João Azevedo amargou ontem mais um abalo na sua campanha, oriunda do sempre preocupante ´fogo amigo´.
Ferida aberta
No intervalo de pouco mais de uma semana, o ex-governador descobriu que Nabor passou a ser o candidato preferencial nas hostes governistas para o Senado, e depois atestou que não poderá contar com o apoio do prefeito (Leo) de sua cidade, que igualmente é o maior colégio eleitoral do Estado.
João segue publicamente calado, mas familiares muito próximos a ele já começam a externar as decepções com os (pseudo) aliados incondicionais.
A peleja de Aguinaldo Ribeiro com Efraim Filho vai longe…