´Efeito estufa´ na política da Paraíba
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Na mesma tecla
João Azevedo (PSB) aproveitou ontem a passagem por João Pessoa da ministra da Cultura, Margareth Menezes, para retemperar as farpas no seu antecessor, Ricardo Coutinho (PT).
“Este Estado tem revelado um olhar atento com relação à cultura. Eu me lembro que em 2019, quando eu assumi o governo, os investimentos na cultura eram de R$ 10 milhões. Em 2025, nós passamos de R$ 111 milhões”, verbalizou o governador.
´Vai que é tua´
Instado a falar sobre a desistência do suplente de deputado federal Ricardo Barbosa (PSB) de disputar a Prefeitura de Cabedelo em abril próximo, João despachou: “Aí é ele que tem que responder, e não eu”.
Sutilmente
A Nota que Ricardo Barbosa divulgou anteontem para publicizar a sua desistência à Prefeitura de Cabedelo comporta, em suas entrelinhas, restrições à condução do seu partido na Paraíba.
Confira alguns trechos.
Premissa
“A construção desse projeto – legítimo e ansiado, requeria, contudo, solidariedade, esforços convergentes de ideias, propósitos e, claro, de deliberação colegiada.
Insucesso
“Busquei, sob todos os meios e formas que estavam ao meu alcance, estabelecer uma ambiência política que me assegurassem a participação nessa disputa”.
Fatia bilionária
O orçamento do Governo da Paraíba para este ano prevê para a seguridade social R$ 8.693.011.061,00.
O detalhe
Quando da aprovação do orçamento, no ano passado, os deputados autorizaram previamente que o governador do Estado promova a abertura de créditos suplementares até o limite de 30% do total das despesas projetadas para 2026.
´Pente fino´
Reportagem publicada no jornal O Globo informa que o novo ministro do Turismo, paraibano Gustavo Feliciano, atuou no comando de empresas que acumulam problemas de gestão.
Passivo
“Ele é ligado a duas faculdades que fecharam as portas, atrasaram salários e sofreram sanções do próprio governo federal. Além do vínculo com as universidades, o titular da pasta foi sócio de uma construtora que leva suas iniciais. Juntas, as firmas acumularam uma dívida de R$ 3 milhões com a União”, adendou o ´Globo´.
Da boca de…
“… Veneziano tem o apoio do presidente Lula, que já expressou isso por diversas vezes…” (deputada Cida Ramos, presidente do PT na Paraíba).
Liturgia da despedida
‘Léo (Bezerra) vai ter a responsabilidade de fazer um governo melhor do que o que nós estamos fazendo agora, para que ele (o governo) continue tendo o reconhecimento de seus projetos, das conquistas e as inovações que se fazem necessárias”, discursou ontem o prefeito pessoense Cícero Lucena (MDB).
Em aberto
Ainda no exercício da liderança da oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Anderson Almeida (PSB) disse ontem que a Prefeitura precisa prestar contas de R$ 27 milhões recebidos no ano de 2024 por intermédio de emendas parlamentares.
Ansioso
O socialista salientou no Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM que está nutrindo boas expectativas com a iminente posse do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) na chefia do governo estadual (dia 2 de abril).
“Expectativa extremamente positiva”, cravou.
No horizonte
A aposta se estende à perspectiva de ampliação da bancada de oposição na Câmara, o que ensejaria a conquista da maioria em plenário.
Foco de insatisfação
“Isso é um diálogo mais pra frente. A gente vê uma insatisfação muito grande dos que fazem parte do governo municipal, seja de vereadores ou de secretários, que não têm a atenção devida, por essa omissão do prefeito. Muitos se incomodam com essa postura de negligência e de afastamento de todos eles”, discorreu o líder oposicionista.
Inverso
Anderson externou ceticismo acerca do presidente municipal do seu partido, o ex-secretário de Saúde do Estado Jhony Bezerra, cuja saída do PSB circula com intensidade nos bastidores políticos.
“Jhony saindo do PSB, ele pode perder o discurso”, avaliou.
Rumo à urna
Anderson Almeida listou a chapa que deverá apoiar nas eleições deste ano: Felipe Coutinho, ex-prefeito da cidade de Puxinanã (PSB), para deputado estadual; Ricardo Barbosa (deputado federal), João Azevedo e (provavelmente) Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado; e Lucas para o governo.
Retomada
O edil informou que vai cobrar da mesa da Câmara a instalação, já no começo de fevereiro, quando da retomada dos trabalhos legislativos, das duas CPIs (comissões parlamentares de inquérito) relacionadas ao setor de saúde.
“Se o presidente (Saulo Germano) assim não o fizer, vai ser necessário novamente ingressar na justiça”, acrescentou.
Sábado é dia de poesia
“… Olha a Lua mansa a se derramar/ Ao luar descansa, meu caminhar/ Meu olhar em festa se fez feliz/ Lembrando a seresta que um dia eu fiz…” (música de Paulinho Tapajos e Danilo Caymmi, eternizada na voz da cantora Beth Carvalho).
Serviço
Escute aqui.
Emenda bilionária
Emenda proposta pelo deputado paraibano Hugo Motta (Republicanos) em 2024 pode impulsionar o ´mercado de carbono no Brasil´, ao exigir que seguradoras e empresas de previdência privada invistam parte de suas reservas em créditos de carbono, o que poderia resultar em uma injeção de até R$ 9 bilhões anuais.
Situando
Entende-se por ´mercado de carbono´ um “sistema econômico que objetiva reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mediante a compra (por empresas mais poluentes) e a venda de créditos (por empresas menos poluentes).
Contestada
A informação foi publicada no jornal Folha de São Paulo, que complementou: essa medida foi judicializada e está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal devido a preocupações sobre sua constitucionalidade.
Entrelaçamento
Ainda conforme a publicação, “autoridades suspeitam de uma potencial relação da emenda com o pai do banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), Henrique Vorcaro, que passou a investir no mercado de carbono. O negócio inflou o valor de supostos créditos ambientais”.
Lideranças do Republicanos/PB andam impacientes com a campanha eleitoral…
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