Arimatéa Souza

“Briga política por gente doente”

Arimatéa Souza
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 0:30

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) cogita barrar o registro médico de estudantes que tiverem maus resultados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), informou o jornal O Estado de São Paulo.

A norma ainda está sendo discutida, mas a ideia é que tais alunos não possam obter registro profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Prova pioneira

Dados do Ministério da Educação mostram que 33% dos estudantes não alcançaram nível de proficiência no Enamed, que foi aplicado pela primeira vez em outubro último.

Lupa

O CFM solicitou ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) os microdados do exame para analisar o quadro.

Régua

O resultado do Enamed, divulgado esta semana, revelou que cerca de um terço dos cursos de Medicina avaliados teve desempenho fraco, com conceitos 1 ou 2, em uma escala até 5.

Outro enfoque

O ParaibaOnline publicou uma matéria sobre os preços das mensalidades nos cursos de medicina.

Confira

Mensalidade de R$ 17 mil: cursos de medicina mal avaliados cobram fortunas.

Jogo duplo

O supersecretário de Administração da Paraíba, Tibério Limeira (PSB), renovou ontem as suas farpas na direção do vice-prefeito pessoense Léo Bezerra (ainda no PSB): “Não estava totalmente integrado ao projeto do PSB, queria estar com um pé em cada canoa”.

Situando

Tibério fez uma menção indireta ao apoio que Léo dá ao prefeito Cícero Lucena (MDB-JP) para governador, e ao aceno que faz (ou fazia) para apoiar o governador João Azevedo (PSB) para senador.

´Degola´

O deputado federal Mersinho Lucena foi apeado da presidência do Progressistas na cidade de Cabedelo.

“Eu conheço”

“Surpresa, surpresa, eu não tive, porque conheço bem o modus operandi (modos de atuação) da família Ribeiro, de Aguinaldo Ribeiro, de como eles conduzem as decisões partidárias”, reagiu Mersinho.

“Em torno da mesa”

“Como eu tenho dito, não é um partido progressista o daqui da Paraíba, é um partido patriarcal. As decisões são tomadas dentro de casa, no café da manhã, entre a família”, comentou o deputado.

Desapontado

Ele acrescentou que “fico triste pela forma que foi feita, sem ser avisado, sem ser comunicado, ao menos uma ligação, pela história que nós construímos nesses últimos anos”.

Retorno

O ex-vereador e ex-presidente do PP em Cabedelo, Moacir Dantas, foi nomeado presidente da comissão municipal provisória do Progressistas na cidade portuária.

Base

A Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a deter um terço de participação no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná, tem como sede uma casa em Marília (SP).

Acanhado

O imóvel, em estado precário de conservação, é de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro que aparece como diretor-presidente da empresa.

`Aqui´?

Questionada pelo ´Estadão´, Cássia Pires Toffoli, mulher de José Eugênio, disse que nunca soube que a residência onde mora foi sede da Maridt e que não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort.

Financiada

“Essa casa é minha, financiei com meu dinheiro, por 25 anos”, disse Cássia.

“Eu falei para minhas irmãs que tenho vontade de sumir daqui. As pessoas ficam inventando coisas, que (José Eugênio) é dono do Tayayá”, afirmou.

Retrovisor

Em 2021, os irmãos Toffoli venderam metade da participação que detinham no resort, avaliada em R$ 6,6 milhões, para um fundo do pastor e empresário Fabiano Zettel, que é cunhado do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Só lembrando

Dias Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF.

´Quebrou o silêncio´

Após um longo período de ´abstinência´ de entrevistas, Carlos Dunga Júnior, secretário de Saúde de Campina Grande, se pronunciou nesta quinta-feira no Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM, a maior audiência regional no horário.

Confira a síntese de suas declarações, que em muitos momentos foram verdadeiros desabafos.

Balanço

A Secretaria de Saúde de Campina (SMS-CG) realizou “mais de 832 mil atendimentos na atenção primária” no ano passado. Os exames e procedimentos realizados passaram de 4 milhões e 200 mil”.

“Caos”

O “caos alegado” na opinião pública “é um ´caos´ que se proliferou em função do momento que se passa. Que ´caos´ é esse que o atendimento não falta?! Existe entre o que se prega e o que se realiza a necessidade de reconhecer o trabalho que é feito”.

Folha de pessoal

“Tivemos um grande problema com o pagamento de nossos colaboradores, que nós estamos tentando adequar este ano”.

´Festival´ de cartões

“Não é fácil você gerir um município que tem 440 mil habitantes e a gente tem 600 mil cartões de SUS registrados dentro de Campina Grande (…) Tendo um parente em Campina, se consegue tirar um cartão do SUS”.

Intocável

“Agora tem uma discussão que não fecha, um ´caos´ que ninguém abre, que é o financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde) em Campina”.

Demanda incessante

“Nós, até outubro de 2025, tínhamos referenciados (credenciados) dentro do ISEA (Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – maternidade municipal) 109 municípios para fazer o atendimento. E 169 cidades usaram o ISEA; da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Fechamos 2025 com pacientes de 172 cidades. E ninguém pagou à prefeitura de Campina.

“Devendo muito”

“Essa conta (orçamento municipal do SUS) só vai fechar quando sentarem na mesa os governos municipais, estadual e federal, e se observar o que é devido por cada um. O governo estadual continua devendo a Campina. E devendo muito!”

´Ambulâncias´

“Campina continua operando como se fosse um município e com funções de estado (…) O Estado deve em torno de R$ 8 milhões ao atendimento do Samu em Campina.

“Guerra política”

“Nós precisamos sentar à mesa, sem as bandeiras políticas, sem a guerra política, que existe isso mesmo! Quando Campina senta numa mesa para dialogar com o estado, vem a guerra política sim!

Mundos isolados

“O governo do estado fez um convênio com os hospitais Help e Antonio Targino. O estado regula e faz a regulação. Não há sintonia nessa regulação. É possível a prefeitura regular um paciente e o estado também, o mesmo paciente.

´Me diga aí´

“Tem município que não faz um pré-natal na paciente e manda ´a bomba´ para o ISEA (…) Por que o estado não procura o ISEA para fazer uma pactuação.

“Barganha política”

“Tudo isso é fruto de um estado que não constrói política pública de diálogo para discutir saúde. Quando bota saúde na mesa é para fazer barganha política”.

“Acordos feitos”

Ainda Dunga Júnior: “Os serviços escolhidos e contratados pelo estado (com os hospitais acima citados) não passaram pelo gestor municipal do SUS. Foram acordos feitos (…) é briga política por gente doente. Isso é feio, não se pode aceitar. A gente disputando paciente doente para se fazer saúde na Paraíba. Isso não pode existir! Isso ocasiona crises”.

 

Também não chamem para o mesmo bloco carnavalesco o secretário de Saúde do Estado, Ari Reis, e seu antecessor Jhony Bezerra…

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