A bilionária cobiça congressual
Foto: Leonardo Silva/ ParaibaOnline
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A “reciprocidade” se propagou
O jornal O Estado de São Paulo repercutiu as declarações dadas pelo presidente da Câmara Federal, paraibano Hugo Motta (Republicanos), no tocante à sucessão presidencial deste ano, destacadas na edição de ontem de Aparte.
“A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado”, foi o ponto realçado pelo jornal.
´Vice-ministra´
O mesmo ´Estadão´ publicou que o ministro do Turismo, paraibano Gustavo Feliciano, designou como secretária-executiva da Pasta Fernanda Câmara Norat, que vai suceder a Ana Clara Machado Lopes.
Histórico
Fernanda foi secretária parlamentar do deputado federal Damião Feliciano (União), pai do ministro, entre abril de 2018 e fevereiro de 2019 e, depois, de abril de 2022 a setembro de 2023.
O detalhe
A nomeada integra o diretório estadual do União Brasil na Paraíba.
Perfil
Fernanda é bacharel em Turismo e tem experiência na administração pública da Paraíba, onde atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, secretária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Turístico (Condetur) e secretária-executiva de Estado da Cultura, além de secretária parlamentar na Câmara dos Deputados.
Empacotar
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) decidiu arquivar um inquérito criminal que apurava crimes pelos quais o governador João Azevêdo (PSB) era investigado.
Situando
O inquérito, conforme o site ´g1pb´, é relacionado à Operação Calvário, que apurou um esquema de desvios de recursos públicos por meio de organizações sociais (OSs) que atuavam nas áreas de saúde e educação na Paraíba.
Itinerário
O processo tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ´prerrogativa de foro´.
Mas o STJ entendeu que os supostos crimes teriam ocorrido quando João ainda não era governador – era o ´supersecretário´ de Infraestrutura do governo Ricardo Coutinho.
Caminho de volta
O citado inquérito retornou à Justiça Comum da Paraíba e, posteriormente, migrou para a Justiça Eleitoral, sob a alegação de que os recursos envolvidos tinham destinação eleitoral.
Inconsistência
Um dos argumentos utilizados pelo MPPB para optar pelo arquivamento invoca a fragilidade da chamada ´delação cruzada´, isto é, da versão dada por mais de um investigado sobre supostos acontecimentos.
Insuficiência
A promotora de justiça Gláucia Maria de Carvalho Xavier entendeu que as delações não são suficientes para um oferecimento de denúncia contra o atual governador, e que não há provas externas e independentes que confirmassem as declarações.
Retrovisor
Conforme a apuração do MPPB à época – agora desconsiderada pelo próprio MPPB -, a investigação apontava que cerca de R$ 1,1 milhão oriundos de desvios na Saúde e Educação (através de Organizações Sociais como a Cruz Vermelha) teriam sido utilizado para financiar a campanha que elegeu em 2018 (pela 1ª vez) o atual governador.
Ápice
Em dezembro de 2019, na 7ª fase da operação (batizada de “Juízo Final”), João Azevêdo foi alvo de mandados de busca e apreensão. Policiais federais realizaram buscas no Palácio da Redenção (então sede do governo da Paraíba) e na Granja Santana (residência oficial do governador).
´Bota fora´
Pelo menos vinte ministros do governo Lula deixarão os cargos nas próximas semanas para a disputa das eleições que se avizinham.
Da boca de…
“… A gestão municipal não fez o papel dela, postergou, colapsou. É um colapso não só no Açude Velho, mas em outras frentes, como a saúde e a educação…” (Rosália Lucas, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, sobre a gestão do prefeito campinense Bruno Cunha Lima).
Laços
Segundo apurou o jornal Valor Econômico (SP), sete das 36 empresas que tomaram empréstimos supostamente fraudulentos para desviar recursos do banco Master têm fundos que eram administrados pela Reag.
O detalhe
Essa gestora é investigada pela prática de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Socialistas
O diretório municipal do PSB em João Pessoa vai se reunir – na noite de hoje – para tratar da conjuntura política com vistas ao processo eleitoral deste ano.
O detalhe
Será a 1ª reunião, em tempos recentes, sem a presidência do vice-prefeito Léo Bezerra.
Ungido
Sexta-feira próxima, o filiado Ronaldo Barbosa voltará a assumir a presidência do diretório municipal socialista da Capital paraibana.
´Quimera´
Para o secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira, igualmente secretário do PSB/PB, “essa história (do deputado Hervázio e do vice-prefeito pessoense Léo Bezerra) de apoiar duas chapas diferentes não iria se sustentar”.
O chefe concorda
“O próprio governador disse isso. Pra mim, nunca se sustentou. As coisas estão começando a aparecer”, completou Tibério.
Está sobrando
O socialista disse que não se preocupa a viabilidade eleitoral do PSB/PB para as disputas proporcionais (deputado federal e deputado estadual).
“Têm candidatos demais”, bradou em recente entrevista.
Contexto
Após o rompimento do prefeito Cícero Lucena (JP) com o grupo do governador, no ano passado, Hervázio e Léo Bezerra declararam que votariam (e fariam campanha) em João Azevedo para senador.
Chave do cofre
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, com base em dados do orçamento federal, deputados e senadores controlaram 26% do investimento federal no ano passado.
Do total de R$ 70,9 bilhões executados, R$ 18,2 bilhões foram direcionados por emendas parlamentares.
Gestor público deve estar – sempre – de sobreaviso…
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