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Foto: Quel Valentim/Secom-JP
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O projeto Batalha do Beco realiza, neste sábado (7), o evento “Novembro no Beco: consciência, rima e tradição”, que terá como atração o coral de vozes afro-indígenas Orikis.
A programação é organizada pelo Coletivo Batalha do Beco, com apoio da Prefeitura de João Pessoa, por meio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).
O evento acontece na Praça Rio Branco, no Centro Histórico da capital, a partir das 18h.
O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da cultura urbana e o incentivo às manifestações artísticas da juventude pessoense.
“Nós, da Prefeitura de João Pessoa, acolhemos o projeto da Batalha do Beco que passou a ser realizado na Praça Rio Branco, após o Sabadinho Bom, como uma forma de estimular e desenvolver ainda mais a cultura da juventude urbana de João Pessoa. Os nossos jovens, utilizando a linguagem do hip-hop, conseguem se traduzir e criar, a partir das suas próprias manifestações artísticas e estéticas, um encantamento da cidade”, afirmou.
Marcus Alves também ressaltou a ocupação da praça por jovens artistas e explicou que a edição deste mês integra as atividades em alusão à Consciência Negra.
“Por isso, nós acolhemos o projeto da Batalha do Beco neste mês, inclusive dedicando essa experiência ao mês da Consciência Negra. Então, é mais uma atividade que valoriza e estimula a proteção e garantia dos direitos da população de origem afro-brasileira na cidade de João Pessoa”, destacou.
A socióloga Suéria Dantas, produtora executiva do Coletivo Batalha do Beco, também enfatizou a importância da participação do Coral Orikis na programação.
“Receber o Coral Orikis na programação da Batalha do Beco é uma alegria e, sobretudo, uma oportunidade de reafirmar o papel da cultura hip-hop como espaço de preservação da memória, transmissão de saberes e valorização da história e da identidade negra”, comentou.
Segundo Suéria, o hip-hop surgiu a partir das experiências e expressões culturais das populações negras e periféricas, carregando em suas manifestações a memória de lutas, a afirmação de identidades e a reivindicação por direitos.
Ela acrescentou que a participação do coral aproxima diferentes expressões da cultura negra e fortalece o diálogo entre gerações.
Coral Orikis
Idealizado pelo maestro Viktor Makeba e acolhido pelo artista plástico Elioenai Gomes, o Orikis reúne pessoas afro-indígenas em um encontro de vozes que celebra a ancestralidade, a memória e a identidade negra.
Com repertório dedicado à obra de Escurinho, o coral utiliza a música como forma de expressão do pertencimento, do afeto e da valorização da cultura afro-indígena.
Para o maestro Viktor Makeba, a participação na Batalha do Beco representa uma oportunidade de promover o encontro entre diferentes manifestações culturais.
Ele destacou que a música e o hip-hop compartilham o papel de preservar memórias, promover encontros entre gerações e manter viva a ancestralidade por meio da arte.
História da Batalha do Beco
A Batalha do Beco surgiu em 2013, no Beco da Cachaçaria Philipéia, localizado no Centro Histórico de João Pessoa. Desde então, o movimento se tornou um espaço de encontro e expressão para MCs, DJs, B-boys, B-girls, grafiteiros, poetas e outros artistas ligados à cultura hip-hop.
Ao longo dos anos, a iniciativa se consolidou como um espaço de expressão artística, pertencimento e formação cultural, reunindo batalhas de rima, saraus poéticos, rodas de breaking, intervenções de grafite e outras manifestações.
O projeto também contribui para o protagonismo juvenil, oferecendo aos artistas a oportunidade de apresentar suas produções e ocupar espaços culturais da capital paraibana.
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