Brasília pode ter um “exorcismo” bilionário
Vitrine brasiliense
A estratégica liderança do governo no Congresso Nacional (Senado e Câmara) poderá ter em seu comando um parlamentar da Paraíba no próximo ano.
O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB) começa a ser citado para o cargo, assim como os seus colegas de bancada Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Filho (MDB-AL) e Marcelo Castro (MDB-PI).
Segundo o jornal Valor Econômico, a intenção do presidente Lula é prestigiar um senador do MDB que seja historicamente a ele vinculado.
Regresso
No caso de Renan Filho, também é mencionada a possibilidade de seu retorno para o Ministério dos Transportes, posto que ocupou até meados deste ano, até o prazo de desincompatibilização.
“Sede”
De acordo com dados aferidos pela gerência regional da Cagepa, em Campina Grande, nos últimos 30 dias houve um aumento de 30% no consumo d´água na cidade.
Em números: pulou de 1.100 litros por segundo para mais de 1.400 litros por segundo.
O detalhe
Normalmente, o período de maior consumo na cidade ocorre entre os meses de setembro a abril.
“Fake news”
Lucílio Vieira, gerente da Cagepa em Campina, lamentou o que foi propagado no último processo eleitoral com relação à questão do tratamento do esgoto na cidade, dando conta da inexistência do tratamento do material “in natura” que é coletado.
Operacional
Segundo ele, a cidade conta com três estações de tratamento (bairro da Glória, localidade Caiçara e bairro da Catingueira), sendo que a última se encontra em processo de modernização, mas com o tratamento sendo feito pela unidade da Caiçara.
“Notícias falsas”, protestou Lucílio em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM (104.1).
Índice elevado
Ainda conforme o gerente da Cagepa, a cobertura da coleta de esgotos atualmente passa de 90% da área urbana de Campina Grande.
Legalizados
Todos os candidatos eleitos aos cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual na Paraíba cumpriram a obrigação legal dentro do prazo estabelecido e enviaram suas respectivas prestações de contas.
Passando a régua
Conforme o TRE/PB, incluindo os candidatos não eleitos, dos 418 processos esperados, 399 já foram apresentados à Justiça Eleitoral, o que representa 95,45%.
Até o dia 5 de novembro, permaneciam pendentes 19 prestações de contas, correspondentes a 4,55%.
Cobrança renovada
O vereador Olímpio Oliveira (Podemos) ocupou ontem a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande para cobrar a atualização das subvenções que o governo municipal deve a vinte instituições filantrópicas da cidade.
“Não se pode brincar com o sofrimento alheio”, bradou o edil, emendando que ninguém “está pedindo favor” à prefeitura.
Conta-gotas
O prefeito pessoense Leo Bezerra (PSDB) anunciou para hoje o começo da reforma no secretariado municipal.
“Não são alterações para tirar ninguém ou mudar por mudar. São alterações que vão ser feitas no decorrer do nosso mandato, com muita tranquilidade e zelo, pensando nas pessoas”, comentou o prefeito.
Interrogação
O que seria uma reforma “pensando nas pessoas”?
É preciso contrariar
O pragmático vereador-presidente Dinho Dowsley respaldou a “espanada” na equipe do prefeito: “É um ciclo. Léo precisa fazer a sua mexida e colocar a cara da gestão dele. É natural que haja mudanças. Isso é normal e é relativo. Administrar é contrariar interesses, e ele tem uma forma de administrar”.
Em tempo
Os interesses a serem contrariados seriam os do ex-prefeito Cícero Lucena?
Dote
A bancada do Partido Liberal eleita para a próxima legislatura na Assembleia Legislativa da Paraíba decidiu, ontem, tomar uma posição “em bloco” para a eleição da futura mesa diretora da ALPB.
Os peelistas vão exigir cargos na mesa.
“Fênice”
Um “exorcismo” de custo bilionário começa a ser preparado em Brasília. Neste caso, não existe nada de sobrenatural.
É que entrou no radar dos bastidores do poder o resgate do Projeto de Lei Complementar (PLP) 281/2019, que estabelece um novo marco legal para a resolução de instituições financeiras em dificuldades.
Em bom português
A intenção é evidente: a utilização de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para operações de socorro a instituições financeiras.
Situando
O FGC funciona como um “seguro” para proteger o dinheiro dos depositantes e investidores no sistema financeiro brasileiro, em caso de falência de instituições financeiras.
O Fundo é mantido pelas próprias instituições financeiras associadas (bancos, financeiras e sociedades de crédito), que recolhem mensalmente uma porcentagem de seus depósitos para compor esse fundo reserva.
Na retaguarda
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o temerário projeto está sendo novamente articulado pelo deputado paraibano Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara Federal, cuja vinculação com o escândalo do Banco Master ainda não está inteiramente desvendado.
Em março último – destacou o jornal -, Hugo chegou a anunciar que pretendia levar a matéria ao plenário, mas a votação foi adiada.
Não foi coincidência
Recorde-se que foi um dos principais amigos de Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, que propôs a elevação de R$ 250 mil para R$ 1 milhão dessa garantia por depositante/investidor, pouco tempo antes de estourar o escândalo do falido Banco Master.
Quando o dia 31 de dezembro chegar, haverá uma “deletada” geral no Diário Oficial…