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Foto: Ascom
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A senadora Daniella Ribeiro destacou, durante a abertura da Conferência Internacional “Mulheres que Movem a Justiça”, nesta quarta-feira (4), em Brasília, a importância de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão e fortalecer políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
A parlamentar também ressaltou o papel do programa Antes que Aconteça na articulação de iniciativas que aproximam o sistema de Justiça das mulheres.
A realização do encontro conta com a participação do Antes que Aconteça, programa idealizado e coordenado pela senadora paraibana, que contribuiu com recursos destinados à realização da conferência.
Parte do grupo de 120 mulheres participantes do projeto Defensoras Populares na Paraíba também veio à capital federal para acompanhar a programação.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, busca preparar mulheres para atuar na orientação e na defesa de direitos em suas comunidades, ampliando o acesso à Justiça.
Em sua fala, Daniella ressaltou que o enfrentamento à violência exige investimento e ações que antecedam as agressões. A senadora lembrou que, durante sua passagem pela presidência da Comissão Mista de Orçamento, foram destinados R$ 115 milhões ao programa em 2025 e R$ 70 milhões em 2026.
“Mas a lei sozinha sempre chega depois. Ela pune quem já agrediu, afasta quem já violou. Nosso desafio é chegar antes. Antes do primeiro grito, do primeiro empurrão, da primeira medida protetiva. Esse é o sentido do Programa Antes que Aconteça”, afirmou.
A senadora também chamou atenção para a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de poder e no sistema de Justiça.
Ao compartilhar sua experiência pessoal de violência doméstica, afirmou que nenhuma mulher está imune a esse tipo de situação e defendeu que a prevenção comece antes das agressões.
Daniella também mencionou a implantação das Salas Lilás na Paraíba, que tem como meta chegar a 52 unidades, ampliando os espaços de acolhimento e atendimento às mulheres.
A Conferência Internacional “Mulheres que Movem a Justiça” acontece até sexta-feira (6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O encontro reúne representantes do sistema de Justiça, dos poderes públicos, da academia e da sociedade civil para discutir o acesso das mulheres à Justiça, a igualdade de oportunidades e o fortalecimento das políticas públicas de proteção. A programação inclui debates sobre segurança pública, orçamento, trabalho, tecnologia, meio ambiente e direitos humanos.
A mesa de abertura foi composta pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge; pelas ministras Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Kátia Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST); pela juíza federal Clara Mota, secretária-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); pela procuradora-geral federal Adriana Venturini; pela conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Fabiana Costa; pela defensora pública Sâmia Farias; pela conselheira federal da OAB, Patrícia Vanzolini; pela defensora pública federal Carolina Botelho; pela senadora Daniella Ribeiro; pela deputada federal Jack Rocha; e pela ativista Maria da Penha.
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