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Economia
Foto: Pixabay/ilustrativa
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A economia solidária e as tecnologias sociais foram os temas centrais da participação semanal do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) no programa Jornal da Manhã, na Rádio Caturité FM.
Representando a instituição, a tecnóloga Lourença Santiago explicou que a economia solidária propõe uma gestão sustentável e cooperativa dos recursos, pautada na autogestão e no bem-viver.
“Quando a gente diz economia solidária, estamos falando de uma gestão da casa que não é qualquer gestão: é uma forma sustentável e solidária. É uma forma de se organizar para produzir, consumir e viver a partir de outros valores que não os do consumismo e das relações de exploração”, destacou Lourença durante a entrevista.
A tecnóloga ressaltou que esse modelo resgata tradições comunitárias históricas da região, comparando a organização coletiva aos mutirões do meio rural, onde o trabalho conjunto visa ao bem comum.
Essa união fortalece os pequenos produtores locais, permitindo que eles tenham mais força para comercializar seus produtos e acessar políticas públicas essenciais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e feiras ecológicas.
Apesar da necessidade de mais apoio, o setor demonstra grande relevância econômica e social. Segundo dados apresentados pela tecnóloga, o Brasil conta com cerca de 25 mil empreendimentos econômicos solidários e, só na Paraíba, somam-se mais de 5 mil iniciativas em diferentes formatos urbanos e rurais.
Durante o bate-papo, Lourença também refletiu sobre as riquezas e o potencial do Semiárido brasileiro, combatendo visões estigmatizadas sobre a região.
“Não existe território pobre, existe território empobrecido por alguma situação. Nós podemos olhar para o Semiárido e ver que temos muitas riquezas. Precisamos criar bases com tecnologias sociais e organização comunitária para que o próprio território possa produzir sua subsistência”, afirmou.
Para viabilizar essa autonomia, entram em cena as tecnologias sociais, que funcionam como ferramentas e metodologias construídas junto com a população.
Como exemplo, Lourença destacou o Sara (Sistema de Tratamento e Reúso de Água), desenvolvido pelo Insa. A tecnologia trata águas residuais domésticas para irrigar plantas forrageiras e fruteiras, garantindo alimento para o rebanho e geração de renda para as famílias mesmo nos períodos de seca.
Ao defender o fortalecimento dessas iniciativas no Nordeste, a especialista concluiu lembrando que a economia solidária estimula o desenvolvimento territorial integrado.
“A economia solidária trabalha com a perspectiva de produzir e consumir no mesmo lugar. Com isso, os recursos circulam na própria comunidade e a gente ainda contribui diretamente com a preservação do meio ambiente”, finalizou.
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