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Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O candidato ao Governo da Paraíba, Camilo Duarte (PCO), apresentou nesta quarta-feira (16), em sabatina na Rádio Correio FM, propostas para áreas como segurança pública, relações de trabalho e regulamentação das redes sociais.
Militante da causa operária há mais de 20 anos, o candidato defendeu mudanças estruturais em diferentes setores.
DISSOLUÇÃO DA POLÍCIA
Na segurança pública, Camilo defendeu a dissolução das forças policiais e afirmou que o modelo atual representa uma forma de violência estatal. Segundo o candidato, parte das mortes violentas no país estaria relacionada à atuação policial.
“O cenário atual é de guerra civil. Nas mortes violentas, acho que 80% são execuções da polícia em um Estado que a pena de morte não existe e uma população que está desarmada não tem autonomia”, pontuou.
O candidato defendeu que qualquer força de segurança esteja submetida ao controle popular.
“Qualquer força policial que esteja dissociado da população vai se opor a ela em algum momento. Então nós acreditamos que qualquer força policial tem que estar associada sob domínio popular […] porque a polícia como instituição não existe para defender o cidadão, mas impor o domínio da violência pelo Estado”, declarou.
Camilo também defendeu o armamento da população como forma de garantir autonomia.
“Um país inteiro armado é um país que tem autonomia […] então a mobilização da população é uma necessidade”, acrescentou.
FIM DA ESCALA 6X1
Na área trabalhista, o candidato defendeu a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Ele afirmou que, diante dos avanços tecnológicos, a jornada poderia ser inferior às 30 horas semanais.
“Tem que haver uma redução da jornada de trabalho sem a redução de salários. Há 20 anos, tinha um estudo que seis horas diárias, ou seja, 30 horas semanais já atenderia muito bem. Hoje, com a tecnologia que a gente [tem], eu acredito que menos do que isso atenderia a demanda”, enfatizou.
Segundo Camilo, a redução da jornada não avançaria por contrariar interesses econômicos dos grandes bancos.
“Isso é uma questão política onde os bancos tiram de todo o setor produtivo nacional e quem acaba pagando isso de forma maior é a classe trabalhadora, porque quem tem um negócio não vai abrir mão do seu lucro, mas vai tirar do menor e isso sobra para o trabalhador”, explicou.
REGULAMENTAÇÃO DAS REDES SOCIAIS X LIBERDADE
Camilo também criticou propostas de ampliação da regulamentação das redes sociais e afirmou que o fortalecimento do poder estatal pode representar restrições à população.
“Hoje o que não falta são leis, o Brasil tem lei para tudo e ainda mais, uma infinidade de leis mortas. Então, qualquer política que vá no sentido de dar mais poder ao Estado é ruim, porque a lei serve para limitar o poder do Estado contra a população e quando essa lei endurece o regime você está atacando a população independentemente do que for”, criticou.
O candidato também questionou medidas voltadas à proteção de crianças no ambiente digital e citou a Lei Felca como exemplo.
“O que deixa as crianças vulneráveis é a ausência dos pais que trabalham várias horas por dia e não têm estrutura para atender as crianças e a Lei Felca não aumenta a segurança, não muda a situação da criança, mas serve para reprimir ainda mais”, ressaltou.
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