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Foto: ParaibaOnline
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Com o avanço da inteligência artificial, identificar se uma imagem, vídeo ou áudio é verdadeiro tornou-se um desafio cada vez maior para os usuários das redes sociais.
No quadro Letramento Digital, da Rádio Caturité FM, Maria Fernanda Ricarte, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campina Grande, explicou como reconhecer possíveis conteúdos manipulados e evitar golpes.
Segundo ela, não existe uma fórmula capaz de garantir, sozinha, se determinado conteúdo é autêntico. Nas imagens, é possível observar detalhes como mãos, olhos, dentes, objetos, textos e elementos do fundo, que podem apresentar inconsistências. No entanto, Maria Fernanda alerta que a evolução das ferramentas de IA tornou esse método cada vez menos confiável.
“Não existe uma fórmula infalível. Não é possível olhar para qualquer conteúdo e ter a certeza absoluta de sua procedência”, explicou.
Para a especialista, o mais importante é verificar a origem da informação. Ao receber uma imagem ou notícia, o usuário deve procurar quem publicou primeiro, conferir a data e verificar se o conteúdo também aparece em veículos de imprensa ou canais oficiais.
A mesma atenção deve ser dada aos vídeos, observando possíveis alterações faciais, movimentos estranhos e problemas de sincronização entre fala e imagem. Já no caso dos áudios, o cuidado precisa ser ainda maior, já que atualmente é possível reproduzir a voz de uma pessoa com grande fidelidade a partir de pequenas gravações.
Maria Fernanda relatou, inclusive, uma situação vivenciada pela própria família. Uma foto profissional de sua mãe, que é advogada, foi utilizada junto a áudios que imitavam sua voz para entrar em contato com clientes e aplicar golpes. Os criminosos ainda possuíam informações reais sobre essas pessoas.
Ela ressaltou que o antigo hábito de pedir um áudio para confirmar a identidade de alguém já não é considerado seguro, assim como uma simples ligação de voz.
Em situações suspeitas, a orientação é fazer uma chamada de vídeo e, principalmente, procurar a pessoa por um canal de comunicação que já seja conhecido.
“É preferencialmente contatar a pessoa por um canal de comunicação já conhecido, como ligar para o número de telefone antigo ou enviar uma mensagem por outra rede social, caso o contato tenha sido feito por um número desconhecido”, orientou.
Maria Fernanda destacou que a inteligência artificial possui importantes aplicações em áreas como trabalho e estudos, mas reforçou que o avanço da tecnologia também exige mais atenção dos usuários.
“Como toda tecnologia, existe um lado sombrio que exige vigilância constante e um olhar crítico diante de tudo o que consumimos no ambiente digital”, afirmou.
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