Fechar
O que você procura?
Educação e Ciência
Foto: Lucas Seixas/folhapress
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A busca acelerada por formação prática e uma inserção rápida no mercado de trabalho continuam impulsionando a Educação Profissional Tecnológica (EPT) em todo o país.
A procura por uma colocação rápida no mercado de trabalho e o interesse por formações voltadas às exigências do setor produtivo têm impulsionado a adesão de estudantes ao ensino técnico no Brasil.
De acordo com os dados mais recentes do Censo Escolar de 2025, a modalidade registrou um crescimento expressivo: o país alcançou a marca de 3.187.976 alunos matriculados, o que representa uma alta de 24% em comparação ao ano anterior (2024).
A convivência com os pais, que atuam na indústria, influenciou a escolha de Kaique Medeiros, 17, por uma formação técnica.
O estudante optou pelo curso de biotecnologia no Senai, conciliando os estudos técnicos com o ensino médio no Sesi.
Segundo o estudante, a experiência ampliou suas perspectivas profissionais e acadêmicas.
“O ensino técnico foi um divisor de águas na minha trajetória.”
Diferentemente de cursos livres de qualificação rápida, o ensino técnico é uma formação regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação) e obrigatoriamente atrelada ao catálogo nacional de cursos técnicos.
A legislação brasileira estabelece três caminhos para o funcionamento desses cursos.
O estudante pode cursar a modalidade integrada (em que a formação geral e a técnica ocorrem na mesma escola e matrícula), a concomitante (duas matrículas diferentes no mesmo período escolar) ou a subsequente (voltada para quem já concluiu o ensino médio tradicional e busca especialização).
A maior parcela das matrículas da educação profissional está vinculada ao ensino médio, somando 1,2 milhão de registros.
Essa classificação, incluída no Censo de 2025, representa uma mudança – nas redes públicas, as matrículas do ensino médio regular dedicadas a cursos técnicos articulados já representam 20% do total.
Não há limitações
Uma das principais dúvidas em relação ao ensino técnico é se a modalidade limita o futuro acadêmico do estudante.
Na prática, de acordo com o professor Hugo Ribeiro, acontece o contrário: o índice de ingresso na faculdade entre alunos que fizeram o ensino técnico integrado é quase o dobro em comparação aos que cursaram o modelo tradicional.
“O ensino técnico ajuda a tomar decisões mais acertadas em relação ao ensino superior, porque o aluno já sabe as áreas em que quer se aprofundar ou não”, afirma Ribeiro.
*com informações de Lucas Leite/folhapress
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.