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Saúde e Bem-estar
Foto: Reprodução/Internet
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O Hemocentro de Campina Grande passou a trabalhar com critérios mais amplos para a doação de sangue após mudanças estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, a coordenadora da unidade, Eulália Patrício, explicou que as novas regras aumentam a possibilidade de pessoas que antes precisavam aguardar longos períodos ou estavam impedidas de doar.
Uma das principais mudanças está relacionada à idade. Segundo Eulália, pessoas que já são doadoras frequentes podem continuar realizando doações após os 70 anos, desde que estejam em boas condições de saúde e sejam consideradas aptas pela equipe responsável pela avaliação.
“Uma vez que você já é um doador ativo, você pode permanecer fazendo doação dentro, obviamente, de todas as condições de segurança e de saúde”, explicou.
Outro exemplo citado pela coordenadora envolve procedimentos como tatuagens, piercings e micropigmentação. O período de espera, que anteriormente era de seis meses, passou para sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento regularizado e dentro das normas sanitárias.
Eulália também destacou mudanças relacionadas a cirurgias bariátricas e a alguns casos de pacientes que tiveram câncer e estão em remissão.
De acordo com ela, determinados pacientes podem voltar a doar sangue após avaliação. As alterações, segundo a coordenadora, são baseadas em estudos científicos e normas técnicas do Ministério da Saúde.
Apesar das mudanças, os critérios básicos para a doação permanecem. Para a primeira doação, é necessário ter entre 16 e 59 anos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Também é exigido peso mínimo de 50 quilos, além de estar bem alimentado e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.
O doador também não deve fumar nas duas horas que antecedem a doação nem consumir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores.
Atualmente, o Hemocentro de Campina Grande trabalha com estoque considerado regular, mas Eulália alerta que a demanda pode variar. Segundo ela, os tipos sanguíneos com fator RH negativo costumam apresentar maior dificuldade de manutenção dos estoques.
“Esse sempre é um estoque que é baixo no Hemocentro. E por isso a gente faz um chamamento muito mais especial a essas pessoas que têm o fator RH negativo”, afirmou.
A unidade também realiza campanhas e coletas externas em parceria com hospitais, escolas, indústrias e empresas da construção civil, além de ações de conscientização com estudantes.
Entre os projetos está o “Doadores do Futuro”, voltado para aproximar crianças e adolescentes da importância da doação de sangue.
Para Eulália, as novas regras também representam uma oportunidade de levar informação à população e mostrar que algumas situações que antes impediam a doação agora podem permitir o retorno ao processo, desde que todos os critérios de segurança sejam atendidos.
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