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Foto: Ascom
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A Junina Moleka 100 Vergonha encerrou a temporada de 2026 com mais de 20 apresentações, circulação por mais de sete cidades e reconhecimento do público e das competições por onde passou.
O grupo conquistou títulos em Campina Grande, na Paraíba, no Nordeste e em âmbito nacional.
O projeto “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil”, aprovado no edital Novos Eixos do Programa Petrobras Cultural, teve início em janeiro de 2026 e acompanhou todo o processo de construção da temporada, desde os ensaios e a preparação artística até a montagem e a circulação do espetáculo “Santin: A Prece”.
A aprovação também representa um marco para a instituição.
O projeto da Junina Moleka 100 Vergonha foi o único do segmento de quadrilhas juninas aprovado em todo o Brasil no edital, evidenciando a relevância da instituição no cenário cultural e a força de uma trajetória construída há mais de duas décadas em defesa, valorização e renovação da cultura junina.
Ao longo da execução, a Moleka levou “Santin: A Prece” a mais de sete cidades, incluindo Campina Grande, ampliando o alcance da produção e aproximando o espetáculo de diferentes públicos.
A narrativa, construída coletivamente, apresentou a história de Luzia e Doca e abordou questões relacionadas ao etarismo, aos preconceitos e ao direito de amar.
O projeto teve impacto dentro e fora da instituição. Além de garantir os recursos necessários à execução e à circulação do espetáculo, a iniciativa possibilitou o fortalecimento da estrutura artística e produtiva da Junina Moleka 100 Vergonha, criando melhores condições para o desenvolvimento de uma temporada construída ao longo de meses.
Ao mesmo tempo, a iniciativa contribuiu para democratizar ainda mais o acesso à tradição junina, levando a diferentes territórios uma produção cultural baseada nas referências, histórias e identidades da cultura popular nordestina.
A circulação por mais de sete cidades permitiu que públicos distintos tivessem contato com o espetáculo e com uma manifestação cultural que, muitas vezes, está concentrada nos grandes polos dos festejos juninos.
Dessa forma, o projeto “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil” não se limitou à realização de apresentações.
A iniciativa fortaleceu a instituição, movimentou profissionais da cadeia cultural, ampliou a circulação da produção e contribuiu para que a cultura junina chegasse a novos públicos e territórios, reafirmando seu caráter popular, democrático e plural.
A trajetória da Moleka também se insere em um movimento junino que ocupa importante espaço na cultura e na sociedade contemporânea.
As quadrilhas juninas se consolidam como espaços de acolhimento, pertencimento e expressão para as comunidades LGBTQIAPN+, contribuindo para a construção de ambientes de convivência, celebração da diversidade e valorização das diferentes identidades.
O movimento junino também se apresenta como um importante centro de economia criativa, envolvendo profissionais das áreas de dança, música, figurino, cenografia, produção cultural, comunicação, artesanato e diversas outras cadeias produtivas.
O ciclo junino movimenta milhões de reais na economia paraibana e, impulsionado pelo grande fluxo de turistas que visitam o estado durante o período, contribui para fortalecer setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio, serviços e turismo.
Em Campina Grande, esse movimento ganha ainda maior dimensão. Reconhecida como a “Terra do Maior São João do Mundo”, a cidade recebe visitantes de diferentes regiões do Brasil e amplia, durante o ciclo junino, sua projeção nacional.
Esse fluxo de público também aumenta a visibilidade das ações culturais realizadas durante o período e, consequentemente, das instituições e marcas que investem na cultura e participam desse ecossistema.
Em depoimento, o presidente da Junina Moleka 100 Vergonha, Mahatma Vieira, destacou a satisfação em construir uma parceria plural e marcante para a instituição com a Petrobras.
Segundo ele, a conquista também representa o reconhecimento de uma caminhada construída ao longo de anos de trabalho, dedicação e resistência para manter viva a identidade cultural de um povo.
“É o resultado de anos de trabalho, dedicação e compromisso em manter viva a identidade de um povo por meio da nossa cultura. Mais do que realizar um espetáculo, tivemos a oportunidade de fortalecer uma história que vem sendo construída há mais de duas décadas”, destacou.
Dos primeiros ensaios, em janeiro, à última apresentação, realizada em 23 de agosto, em Campina Grande, cada etapa contribuiu para a construção de uma temporada que ultrapassou fronteiras e levou a produção da Moleka a diferentes territórios.
Com mais de 20 apresentações realizadas e circulação por mais de sete cidades, o projeto encerra sua execução deixando resultados que vão além dos arraiais: fortalecimento institucional, ampliação da circulação, democratização do acesso à cultura, valorização da diversidade, movimentação da economia criativa e reconhecimento artístico.
Ao concluir o projeto “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil”, a Junina Moleka 100 Vergonha celebra não apenas os títulos conquistados em 2026, mas também a consolidação de uma trajetória que, há mais de duas décadas, trabalha para manter viva, reinventar e levar cada vez mais longe a identidade cultural de um povo.
Foi uma temporada construída a muitas mãos, iniciada em janeiro, que percorreu diferentes territórios e chegou ao fim deixando uma certeza: a cultura junina continua viva, potente, plural e capaz de ocupar novos espaços dentro e fora do Brasil.
Para acompanhar as ações realizadas ao longo do projeto, os registros da temporada e os próximos passos da Junina Moleka 100 Vergonha, acompanhe as redes sociais do grupo.
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