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Foto: Secom-PB/Arquivo
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*Vídeo: Ascom/Hospital de Trauma de Campina Grande
O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, registrou 14.333 atendimentos a pacientes vítimas de quedas entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026. O número representa um aumento de 11,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 12.846 atendimentos.
De acordo com o médico Mateus Matos, do Hospital de Trauma, o crescimento preocupa as equipes de saúde. Somente no último fim de semana, mais de 150 pessoas vítimas de queda da própria altura deram entrada na unidade.
Segundo o médico, os principais grupos atingidos são idosos e crianças. Entre os idosos, as quedas podem estar relacionadas à sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular e consequente fraqueza, além de tonturas, vertigens, efeitos relacionados ao uso de medicamentos e condições inadequadas dentro de casa. Já entre as crianças, são frequentes as quedas de redes, escadas e durante brincadeiras.
Entre as lesões mais comuns estão as fraturas do colo do fêmur, traumatismo cranioencefálico, fraturas de punho e lesões em partes moles.
Mateus Matos também destacou a atuação do projeto Sofia, desenvolvido no Hospital de Trauma para agilizar o atendimento de pacientes idosos com fratura de fêmur. A iniciativa busca reduzir o período de internação e, consequentemente, diminuir as complicações associadas à permanência hospitalar.
“Esses pacientes idosos com fratura de colo de fêmur ou do fêmur são operados e recebem alta hospitalar em até 72 horas”, explicou o médico.
Para Mateus, a agilidade no tratamento é fundamental para preservar a qualidade de vida dos idosos e reduzir os riscos de complicações e mortalidade relacionados às fraturas e à internação prolongada.
O médico também chamou a atenção para a importância da prevenção, principalmente dentro de casa. Segundo ele, mais de 70% dos casos de queda acontecem no ambiente doméstico.
Entre os principais fatores de risco estão tapetes soltos, pisos molhados ou escorregadios e banheiros sem barras ou outros pontos de apoio próximos ao vaso sanitário e à área de banho.
“É importante principalmente saber que o perigo mora dentro de casa”, alertou.
O Hospital de Trauma mantém equipes preparadas para atender os casos de queda, mas a orientação é que familiares e responsáveis adotem medidas preventivas para reduzir os riscos, especialmente entre idosos e crianças.
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