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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Bancários de Campina Grande e região aderiram a uma mobilização nacional da categoria nesta quinta-feira (20), com reivindicações que vão além do reajuste salarial.
De acordo com Esdras Luciano, presidente do Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região, a paralisação foi deliberada em assembleia realizada na última segunda-feira (17) e tem como objetivo pressionar os bancos antes da próxima rodada de negociações.
Segundo Esdras, a adesão ao movimento tem sido considerada forte e pode influenciar as negociações previstas para a próxima segunda-feira (24). Ele explicou que já foram realizadas oito rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e dos bancos.
A data-base da categoria é 1º de setembro, mas as discussões foram antecipadas e começaram ainda no dia 24 de junho para permitir um período maior de negociação e tentar avançar na renovação da convenção coletiva.
Categoria bancária confirma paralisação para esta quinta-feira
Entre as principais reivindicações econômicas está a reposição da inflação acrescida de 5% de ganho real, além da valorização do piso salarial e de melhorias no programa de participação nos lucros.
Esdras Luciano destacou, no entanto, que as demandas dos trabalhadores não se restringem às questões econômicas. Segundo ele, uma das principais preocupações atualmente é o fechamento de agências, as demissões e a redução de postos de trabalho promovida pelos bancos com a expansão do atendimento digital.
Na avaliação apresentada pelo sindicalista, a redução da estrutura física das instituições financeiras tem prejudicado principalmente os clientes que enfrentam dificuldades para utilizar aplicativos e outros serviços digitais.
“Eles querem reduzir custo para aumentar a margem de lucro e isso a gente não aceita. A gente quer mais contratações, melhores condições de trabalho para continuar prestando um bom atendimento aos clientes e usuários”, afirmou.
Esdras também defendeu a manutenção de um atendimento humanizado nas agências, especialmente para idosos e pessoas com maior dificuldade de realizar operações bancárias por meio de aplicativos.
O presidente do sindicato ainda relacionou a redução do atendimento presencial à questão das fraudes bancárias. Segundo ele, diante de problemas como golpes e movimentações fraudulentas, o cliente precisa ter acesso a um profissional para buscar solução.
Para Esdras, a responsabilidade pela segurança e pelo atendimento deve ser compartilhada pelo sistema financeiro, e não transferida integralmente para o cliente.
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