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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Uma palavra presente diariamente na rotina de milhões de estudantes brasileiros carrega uma história que atravessa séculos.
“Merenda” tem origem no latim e, ao longo do tempo, ganhou um significado que vai muito além de uma simples refeição, especialmente no ambiente escolar.
A origem do termo foi explicada pelo professor Golbery Rodrigues, durante sua participação semanal no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
Segundo ele, a palavra vem do latim merenda, que, no latim medieval, já era utilizada para designar uma refeição feita à tarde ou ao cair da noite.
Com o passar dos séculos, o termo chegou ao português mantendo sua relação com o ato de comer. Atualmente, “merenda” é utilizada principalmente para definir uma refeição ligeira feita entre as principais refeições.
A palavra também pode se referir aos alimentos levados para consumo durante uma viagem ou no trabalho, em um sentido próximo ao de “farnel”.
Golbery também chamou atenção para a diferença de origem entre “merenda” e “lanche”. Embora as duas palavras sejam frequentemente utilizadas como sinônimos, “merenda” é uma herança do latim, enquanto “lanche” entrou no português por influência do inglês.
No Brasil, entretanto, “merenda” ganhou uma ligação especialmente forte com a escola. Expressões como “merenda escolar”, “hora da merenda” e “merendeira” fazem parte do cotidiano e também remetem às lembranças de muitas gerações que estudaram em escolas públicas.
Para o professor, o significado da palavra nesse contexto ultrapassa a alimentação. “Uma criança, a merenda não é somente alimento. Ela também pode significar intervalo, encontro, convivência e cuidado”, destacou.
Segundo Golbery, o momento da merenda permite que os estudantes deixem a sala de aula, conversem, compartilhem a mesa e recuperem as energias antes de continuar aprendendo. Assim, uma palavra que atravessou séculos ganhou no ambiente escolar uma dimensão profundamente social.
Ao concluir a reflexão, o professor destacou que a merenda alimenta não apenas o corpo, mas também encontros, memórias e aprendizagem, mostrando como a língua portuguesa preserva histórias e significados que continuam vivos no cotidiano.
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