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Política
Foto: secom/tse
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Credite-se à excelente jornalista Maria Cristina Dias uma recente e elucidativa coluna no jornal Valor Econômico sobre as redes sociais, especialmente em tempos eleitorais.
Apesar de existirem mais brasileiros conectados à internet (168,7 milhões) do que aptos a votar (158.745.463), “não se tire daí a conclusão de que esta eleição será determinada pelas redes sociais”.
“O eleitor, este desconhecido que vai às urnas no domingo, não poderá ser decifrado nas redes sociais. Não apenas porque os jovens estão menos interessados em participar do processo eleitoral. Se o país da vida real está desconectado das eleições, aquele que navega nas redes também não está nem aí.
“Nas contas de Renato Dolci, especialista em comportamento digital (Timelens), dos 168,7 milhões de conectados, apenas 27 milhões se manifestam sobre política. Desses, aqueles cujo número de seguidores e taxa de engajamento tornam relevantes, não passam de 8,7 milhões”, discorre a jornalista.
“A percepção de que a polarização ideológica está restrita a uma bolha e que o eleitor está mais desapegado de suas escolhas eleitorais também tem sido apontada por outros pesquisadores. O jargão dessa turma é “polarização afetiva”. É o que acomete o eleitor que adere a um candidato e rejeita o outro e não arreda nem para o trem”, avança Maria Cristina.
Veja mais detalhes na edição integral desta sexta-feira, 14.08.2026:
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