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Foto: ParaibaOnline
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A desinformação sobre mudanças climáticas, ciência e meio ambiente tem se espalhado nas redes sociais e pode dificultar o enfrentamento dos problemas ambientais.
O alerta foi feito pela pesquisadora Raquel Assunção, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), durante o quadro semanal do instituto na Rádio Caturité FM.
Segundo Raquel, a circulação de notícias falsas e o negacionismo climático acabam não apenas confundindo a população, mas também desacreditando a ciência.
“Enquanto a gente está ali discutindo se é ou não verdade, a gente está perdendo o tempo para realmente combater, mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou.
A pesquisadora orientou a população a ter atenção antes de compartilhar qualquer conteúdo. Para ela, o primeiro passo é observar quem está repassando a informação e, em seguida, buscar a fonte original. Raquel também recomenda desconfiar de títulos com muitos adjetivos e termos sensacionalistas e verificar se o autor da publicação realmente existe e possui credibilidade na área.
Outro cuidado é conferir se a informação está baseada em evidências. “Você não vai dizer: ‘aumentou tantos por cento’ sem dizer a partir de qual índice, a partir de qual pesquisa. É sempre interessante olhar se essa matéria, essa reportagem, essa notícia, está embasada em evidências”, explicou.
Raquel também chamou atenção para a data das publicações. Segundo ela, conteúdos antigos podem voltar a circular como se fossem atuais e provocar medo ou pânico. O problema se torna ainda maior com o uso de inteligência artificial na produção de imagens e vídeos falsos.
Para acompanhar informações confiáveis sobre clima e meio ambiente, a pesquisadora recomenda buscar órgãos oficiais, universidades públicas e instituições de pesquisa. Ela citou o próprio Insa como uma das fontes que produzem e divulgam informações científicas para a população.
A pesquisadora destacou ainda que a popularidade nas redes sociais não deve ser confundida com autoridade científica. “Credibilidade é diferente de popularidade. Tem cientistas que não são populares nas redes sociais, não têm seguidores, mas têm muita credibilidade na sua área de conhecimento”, afirmou.
Raquel reforçou que o combate à desinformação também depende da responsabilidade de cada cidadão. “É uma responsabilidade nossa, é um cuidado cidadão, ter atenção a esses conteúdos que a gente passa para frente”, concluiu.
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