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Paraíba
Foto: Leonardo Silva/ParaibaOnline/Arquivo
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A construção de uma Igreja cada vez mais aberta, missionária e acolhedora foi um dos principais temas abordados durante a 45ª Assembleia Diocesana da Diocese de Campina Grande.
Convidado para assessorar o encontro, o padre Elvis Feliciano apresentou as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, documento que norteará o Plano Diocesano de Pastoral pelos próximos seis anos.
Ao iniciar sua participação, o sacerdote destacou a alegria de contribuir com uma diocese que, segundo ele, possui uma trajetória consolidada na caminhada pastoral.
“Estou muito feliz, mas também com muita responsabilidade, porque a Diocese de Campina Grande é uma diocese muito importante no nosso Regional. Tem uma história muito bonita, construída por bispos, padres, religiosos e leigos. São 45 anos de assembleias diocesanas, e para mim é uma alegria muito grande poder ajudar na construção deste plano de pastoral.”
A Assembleia marcou o início da elaboração do novo Plano Diocesano de Pastoral, que, seguindo a orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), terá vigência de seis anos. Para padre Elvis, o novo período representa uma oportunidade para desenvolver um planejamento mais consistente e duradouro.
“Agora, com as novas diretrizes, os planos pastorais passam a ser de seis anos. Isso oferece mais tempo para refletir, planejar, implantar e acompanhar a caminhada pastoral das dioceses.”
Diocese de Campina Grande define plano pastoral para os próximos seis anos
Durante a conferência, o assessor chamou atenção para a riqueza do documento aprovado pela Igreja no Brasil, ressaltando sua forte fundamentação bíblica e a atualidade de suas propostas.
“Nunca vi uma diretriz tão rica. Ela é profundamente fundamentada na Sagrada Escritura, do primeiro ao último capítulo, e ajuda a Igreja a compreender melhor os desafios do tempo presente.”
Um dos aspectos mais enfatizados pelo sacerdote foi a mudança da imagem central que inspira a ação evangelizadora. Se nas diretrizes anteriores a referência era a “casa”, sustentada pelos pilares da Palavra, da Eucaristia, da caridade e da missão, agora a proposta é a “tenda”, símbolo de abertura e acolhimento.
Segundo padre Elvis, essa mudança traduz o desejo da Igreja de ampliar seus espaços para que todas as pessoas encontrem lugar na comunidade cristã.
“A grande novidade é a imagem da tenda. A tenda nos remete ao alargamento, à abertura, ao acolhimento. Ela tem espaço para que ninguém fique de fora. É exatamente isso que o Senhor deseja da sua Igreja: uma comunidade que acolhe, que aproxima e que abre espaço para todos.”
Ouça a entrevista:
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