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O secretário de Assistência Social de Campina Grande, Fábio Thoma, fez um apelo à população para que evite dar esmolas diretamente às pessoas em situação de rua e direcione doações à rede municipal de assistência social.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, nesta quinta-feira (30), ele afirmou que a prática, embora motivada pela solidariedade, pode acabar incentivando a permanência nas ruas e o consumo de drogas.
“Eu recomendo que não deem esmolas. Todos os estudos e profissionais que trabalham nessa área fazem essa orientação. Muitas vezes, o alimento que é dado acaba sendo trocado por entorpecentes. Sem querer, a pessoa termina incentivando que aquele cidadão permaneça na rua e continue preso ao vício”, afirmou.
Fábio Thoma destacou que a Semas possui uma rede estruturada para receber doações e encaminhá-las de forma adequada às pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Quem quiser conhecer o trabalho da Semas, quem quiser fazer doação de algum item específico que nos ajude… Eu peço mais uma vez que não dê esmolas. Se tem algo para doar, procure a Assistência Social. Nós temos um trabalho específico com o Centro Pop, onde nossas equipes sabem como dar destino a essas doações para não incentivar que aquelas pessoas permaneçam na rua”, explicou.
O secretário informou que cerca de 330 pessoas em situação de rua estão cadastradas pela assistência social do município. Segundo ele, todas recebem acompanhamento e têm acesso a serviços como alimentação, atendimento psicossocial e, em alguns casos, benefícios como aluguel social. Apesar disso, afirmou que a dependência química continua sendo um dos maiores obstáculos para a reinserção social.
“Todos os 330 são cadastrados. Nós oferecemos alimentação, oferecemos aluguel social, mas o grande problema dessas pessoas hoje é o entorpecente, é o tráfico de drogas”, disse.
Fábio Thoma afirmou ainda que parte das pessoas acompanhadas pela assistência social resiste ao acolhimento devido à dependência química e à influência do tráfico de drogas.
“Nós temos assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e todo um acompanhamento. Mesmo oferecendo alimentação, aluguel social e outros benefícios, alguns não querem sair dessa situação. Em muitos casos, isso está relacionado ao uso de drogas e à atuação do tráfico”, declarou.
Questionado sobre a situação dos chamados flanelinhas, o secretário afirmou que o tema envolve outros setores da administração municipal, mas disse que a assistência social também busca orientar essas pessoas e apresentar alternativas de atendimento. Segundo ele, muitos, no entanto, optam por permanecer exercendo a atividade nas ruas.
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