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Saúde e Bem-estar
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. Popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, os medicamentos também auxiliam na perda de peso.
Os produtos aprovados são:
Segundo a Anvisa, os medicamentos foram autorizados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, nos casos em que o uso da metformina é inadequado devido à intolerância ou contraindicação.
Aprovação foi publicada no Diário Oficial
As autorizações constam nas Resoluções nº 2.941/2026 e nº 2.942/2026, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29).
Os medicamentos foram registrados por comparação com o Ozempic e utilizam como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética. A substância é um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e atuar no controle da saciedade.
A Anvisa informou que este é o maior volume de aprovações de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 já realizado pela agência. Segundo o órgão, o aumento dos pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas da semaglutida, produzidas em laboratório desde 2022.
Atualmente, 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e do diabetes protocolados na agência são referentes a produtos sintéticos.
Anvisa alerta para golpes na internet
A agência reforçou que sua função é apenas conceder o registro para comercialização dos medicamentos, não realizando qualquer tipo de venda ao público.
Por isso, a Anvisa alertou que são falsas as propagandas divulgadas na internet afirmando que o órgão comercializa canetas emagrecedoras. A recomendação é que esse tipo de golpe seja denunciado por meio da plataforma Fala.BR.
Retatrutida ainda não tem aprovação
A Anvisa também esclareceu que a Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, ainda não foi aprovada para uso em nenhum país.
Segundo a agência, o produto permanece em fase de pesquisa e, no Brasil, sequer teve pedido de registro protocolado. Apesar disso, o medicamento tem sido comercializado ilegalmente por meio de sites e redes sociais.
A Anvisa alerta que produtos desse tipo são considerados irregulares e representam riscos à saúde, por terem origem desconhecida e não passarem pelos processos de avaliação de segurança, eficácia e qualidade exigidos para comercialização no país.
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