Justiça determina bloqueio de R$ 11,1 milhões em bens de investigados no Caso Padre Zé
Da Redação Publicado em 27 de julho de 2026 às 22:35
Foto: Ascom/Arquivo
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A Justiça da Paraíba determinou o bloqueio de até R$ 11,1 milhões em bens, imóveis e valores financeiros de 16 investigados no caso que apura supostos desvios de recursos públicos destinados ao Programa Prato Cheio, do Governo da Paraíba.
A decisão foi assinada pelo juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, e atinge, entre outros nomes, os ex-secretários estaduais Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além do ex-diretor do Hospital Padre Zé, padre Egídio de Carvalho.
Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), responsável pelo pedido, a medida busca garantir o possível ressarcimento aos cofres públicos caso os investigados sejam condenados ao fim da ação por improbidade administrativa.
O bloqueio foi determinado de forma solidária entre os envolvidos. Na decisão, o magistrado afirmou que os elementos apresentados pelo MP indicam a existência de possíveis irregularidades envolvendo diferentes núcleos de atuação, incluindo integrantes da administração do hospital, agentes públicos e empresários.
O caso é um desdobramento da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que apura supostas fraudes em convênios firmados entre o Hospital Padre Zé e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.
As defesas dos citados ainda devem se manifestar sobre a decisão judicial.